*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A noite do último domingo, dia 8 de fevereiro de 2026, terminou em violência no bairro Osmar Cabral, região sul da capital. Ouzete Ribeiro, de 48 anos, foi morto a facadas após um desentendimento. Uma mulher de 57 anos foi detida e confessou a autoria do crime, alegando legítima defesa.
A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de esfaqueamento em uma residência do bairro. Ao chegarem no local, os policiais encontraram Ouzete caído no chão, com ferimentos graves. Uma equipe do Samu foi mobilizada, mas apenas pôde constatar a morte da vítima ainda no local.
Imediatamente, a área foi isolada para o trabalho da Politec, enquanto equipes da PM iniciaram buscas intensas pelo bairro.
Com base em características físicas e descrições das vestimentas fornecidas por testemunhas, os policiais localizaram a suspeita de 57 anos nas proximidades. Ao ser abordada, ela não negou o ato e relatou a sua versão dos fatos. Segundo a acusada, ela e a vítima estavam ingerindo bebidas alcoólicas. Ela afirmou que, em determinado momento, houve um desentendimento e Ouzete a teria agredido com um soco no rosto. A mulher alegou que, para se defender da agressão, pegou uma faca e desferiu o golpe contra o homem. Após o crime, ela pulou o portão da residência e tentou se esconder, mas foi capturada pouco tempo depois.
A mulher foi presa em flagrante e encaminhada à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi ouvida pelas autoridades. O corpo de Ouzete Ribeiro foi levado ao IML para exame de necropsia.
A Polícia Civil, por meio da DHPP, agora conduz as investigações para confirmar se a versão de legítima defesa apresentada pela acusada é condizente com as evidências colhidas no local do crime e nos depoimentos de outras testemunhas.

