*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) utilizou as redes sociais para manifestar profunda indignação com o desfile da Acadêmicos de Niterói, que abriu a Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro. A escola apresentou um tributo de 79 minutos ao presidente Lula, incluindo a propaganda de programas sociais e sátiras ácidas à figura de Jair Bolsonaro.
A apresentação da Acadêmicos de Niterói gerou polêmica ao trazer elementos de forte teor político para a pista. Um ator fantasiado de palhaço fez gestos de “arminha” com as mãos, em clara alusão a Bolsonaro. Além disso, a alegoria apresentou o ex-presidente em meio a cruzes representando os mortos pela Covid-19 no Brasil. Um figurante vestido de palhaço com uma tornozeleira eletrônica danificada foi utilizado para ironizar também o ex-presidente.
O próprio presidente atual, Lula, participou da festa, descendo à pista para beijar o pavilhão da escola, enquanto a primeira-dama Janja acompanhou o evento sem desfilar.
A ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, também rebateu a alegoria, lembrando que Lula foi quem de fato esteve preso por corrupção, temas ignorados pelo enredo da escola.
CATTANI: “FINANCIADO COM O SEU E O MEU DINHEIRO”.
Em vídeo, Gilberto Cattani focou sua crítica no financiamento do desfile da escola de samba e no que chamou de “ridicularização” da oposição.
“O Lula está usando dinheiro público para financiar uma escola de samba para homenageá-lo e para ridicularizar o Bolsonaro. Com o seu dinheiro, com o meu dinheiro”, afirmou o deputado.
Cattani demonstrou descrença em qualquer punição jurídica contra o atual governo, alegando que a atual estrutura do Supremo Tribunal Federal (STF) atua como um sistema de proteção aos aliados.
O parlamentar afirmou que, na atual conjuntura, Lula e José Dirceu jamais serão declarados inelegíveis.
“Eles nunca serão punidos pelos seus amigos, que são seus advogados, seus defensores, que jamais deveriam estar no STF”, disparou.
Cattani argumentou que, se as mesmas ações fossem praticadas por Bolsonaro ou filho dele, Flávio Bolsonaro, a reação do judiciário seria implacável.
O deputado citou apenas os ministros André Mendonça e Nunes Marques como vozes que poderiam ter uma “ideia honesta” sobre o cenário atual.
Ao final, o parlamentar convocou a direita para se manifestar em primeiro de março, nas ruas.
“Você tem que acordar e para acordar, você precisa se manifestar no próximo dia 1. Todo mundo estará nas ruas”, concluiu.
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