*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Uma força-tarefa integrada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e pelas Forças de Segurança Pública deflagrou, na manhã desta quarta-feira, dia 26 de novembro, a Operação “Fides Fracta”.

O alvo principal é uma organização criminosa formada por policiais militares que atuavam na Região Metropolitana de Cuiabá, Várzea Grande, e até mesmo em Goiânia (GO).

A operação visa coletar provas para a responsabilização criminal dos envolvidos e impedir a dissipação do patrimônio adquirido de forma ilícita, com um alto volume de ordens judiciais expedidas.
A Justiça expediu um total de 28 mandados de busca e apreensão domiciliar e 22 mandados de sequestro de bens. Além disso, foi determinado o bloqueio de valores de até R$ 1 milhão por investigado, sinalizando a dimensão do esquema de enriquecimento ilícito.

A Operação “Fides Fracta” é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) permanente, composto por membros do MPMT, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
A investigação teve início na Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), que identificou uma evolução patrimonial incompatível com os rendimentos de um ex-policial militar.

As descobertas da Corregedoria foram compartilhadas com o Gaeco, que aprofundou as apurações e identificou o envolvimento de outros militares ativos e inativos, além de pessoas ligadas à organização criminosa.
O grupo é suspeito de cometer uma série de crimes graves que exploravam financeiramente as vítimas e visavam ocultar o dinheiro ilícito: agiotagem, extorsão, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
As diligências estão em curso e os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Goiânia.

