*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã de hoje, dia 22 de outubro, a Operação “Boca Vermelha” em Sinop, interior de Mato Grosso.
A ação é um forte golpe contra uma organização criminosa local, focada no desmantelamento da sua estrutura financeira e logística utilizada para o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.

A força-tarefa, que contou com a atuação integrada do Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, está cumprindo diversas ordens judiciais expedidas pela Justiça.
O principal foco da Operação “Boca Vermelha” é atingir o patrimônio ilícito da facção. Foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão em diversas empresas que, segundo as investigações, estavam diretamente ligadas ao crime organizado.
A Justiça também ordenou o bloqueio das contas bancárias de cada empresa investigada. O valor do bloqueio pode chegar a R$ 500 mil por envolvido, visando descapitalizar a organização. Além disso, foi determinada a comunicação imediata à Receita Federal para a suspensão dos respectivos CNPJs das empresas de fachada, impedindo que continuem a operar legalmente.

EMPRESAS DE FACHADA E TRIBUNAL DO CRIME EM PROSTÍBULOS
As investigações revelaram que o grupo criminoso utilizava uma complexa rede de empresas como fachada para encobrir suas atividades ilícitas, principalmente o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.
Um dos aspectos mais chocantes da descoberta é que três prostíbulos estavam sendo utilizados pela facção. Esses locais não serviam apenas para lavagem de dinheiro e venda de drogas, mas também funcionavam como a base física para a atuação do “Tribunal do Crime”, onde eram realizados julgamentos e punições sumárias contra membros ou rivais.
A Polícia Civil segue investigando os desdobramentos da operação para identificar outros possíveis envolvidos.

