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Leia: FMI reduz para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026
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7 de março de 2026 03:30

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OpiniãoMT > Blog > Economia > FMI reduz para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026
Economia

FMI reduz para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026

FMI corta previsão para a economia brasileira em 2026, citando juros altos, enquanto eleva projeções para o crescimento global.

última atualização: 19 de janeiro de 2026 17:02
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
FMI reduz para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, em um cenário que contrasta com a melhora nas estimativas para a economia mundial. De acordo com o organismo internacional, o principal fator para a redução está relacionado à política monetária restritiva mantida no país, utilizada como instrumento para conter a inflação nos últimos anos.

Revisão das projeções da economia brasileira

Segundo a atualização do relatório Perspectiva Econômica Global, divulgada nesta segunda-feira (19), o Brasil figurou entre as poucas grandes economias que tiveram revisão negativa nas estimativas para 2026. A nova projeção aponta crescimento de 1,6% naquele ano, uma redução de 0,3 ponto percentual em relação à estimativa anterior, que era de 1,9%.

Números atualizados para os próximos anos

O relatório também trouxe ajustes para outros períodos. Para 2025, o FMI elevou levemente a previsão de crescimento da economia brasileira, que passou de 2,4% para 2,5%. Já para 2027, a estimativa foi revisada de 2,2% para 2,3%. As projeções anteriores haviam sido divulgadas em outubro do ano passado.

De acordo com o Fundo, o desempenho mais fraco previsto para 2026 reflete os efeitos defasados do aperto monetário adotado pelo país. A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas — e permanece nesse nível desde agosto de 2025.

Política monetária e seus efeitos na economia brasileira

O FMI avalia que a manutenção dos juros elevados continua a impactar negativamente a atividade econômica no curto prazo. Em comunicado, a instituição afirmou que as perspectivas menos favoráveis para a economia brasileira estão diretamente ligadas à estratégia adotada para conter a inflação registrada no ano anterior.

Mesmo com a expectativa de melhora em 2025 e 2027, o Fundo destaca que o custo elevado do crédito ainda limita investimentos, consumo e expansão produtiva, funcionando como um freio relevante ao crescimento.

Cenário global impulsionado pela tecnologia

Enquanto a economia brasileira teve sua projeção reduzida, o desempenho global foi revisado para cima. O FMI estima crescimento mundial de 3,3% em 2026, alta de 0,2 ponto percentual em relação à previsão anterior. Para 2025, a projeção também é de 3,3%, enquanto 2027 deve registrar crescimento de 3,2%, sem alterações.

Papel da inteligência artificial no crescimento global

Segundo o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, a economia mundial tem demonstrado resiliência mesmo após as tensões comerciais observadas em 2025. O avanço dos investimentos em tecnologia e inteligência artificial aparece como um dos principais motores dessa expansão.

De acordo com o Fundo, setores ligados à inovação tecnológica têm sustentado parte relevante do crescimento em diversas economias, compensando os efeitos negativos de disputas comerciais e ajustes monetários.

América Latina cresce acima do Brasil

No recorte regional, o desempenho projetado para o Brasil também ficou abaixo da média. Para a América Latina e o Caribe, o FMI prevê crescimento de 2,2% em 2026 e de 2,7% em 2027, números superiores aos estimados para a economia brasileira.

Já o grupo de economias emergentes e em desenvolvimento deve crescer cerca de 4,2% em 2026, reforçando o caráter pontual da revisão negativa aplicada ao Brasil no relatório mais recente.

Alertas e perspectivas

Apesar do cenário internacional mais otimista, o FMI faz um alerta sobre a concentração do crescimento global em poucos países e setores, especialmente os relacionados à inteligência artificial. Caso os ganhos de produtividade esperados não se confirmem, o organismo avalia que podem ocorrer ajustes nos mercados financeiros.

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