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7 de março de 2026 03:14

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OpiniãoMT > Blog > Saúde > Fiocruz começa os testes clínicos da nova injeção contra HIV
Saúde

Fiocruz começa os testes clínicos da nova injeção contra HIV

Fiocruz lidera estudo em sete cidades para testar injeção contra HIV com duas aplicações ao ano, avaliando possível adoção pelo SUS.

última atualização: 22 de janeiro de 2026 09:18
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
Fiocruz começa os testes clínicos da nova injeção contra HIV
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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai coordenar um estudo nacional para avaliar uma nova estratégia de prevenção baseada em injeção contra HIV, que exige apenas duas aplicações por ano. A pesquisa pretende analisar a eficácia, a segurança e a viabilidade do uso do medicamento lenacapavir como profilaxia pré-exposição, com foco em populações mais vulneráveis ao vírus, podendo subsidiar uma futura incorporação da tecnologia ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Estudo nacional sobre a injeção contra HIV

O projeto, denominado ImPrEP LEN Brasil, será desenvolvido em sete municípios: Campinas, Florianópolis, Manaus, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A iniciativa acompanha a utilização do lenacapavir como método preventivo para pessoas que ainda não vivem com HIV, mas apresentam maior risco de exposição.

A coordenação do estudo ficará a cargo da Fiocruz, que já atua em outras pesquisas relacionadas à profilaxia pré-exposição no país. A proposta é observar, em ambiente real, como a nova injeção contra HIV se comporta em termos de adesão, segurança clínica e potencial de proteção ao longo do tempo.

Medicamento aprovado e formato injetável

O lenacapavir recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de janeiro, passando a integrar o conjunto de medicamentos aprovados no Brasil. No contexto do estudo, ele será utilizado exclusivamente na forma injetável, com aplicações realizadas a cada seis meses.

Diferentemente das opções de PrEP atualmente disponíveis, que exigem o uso diário de comprimidos, a aplicação semestral surge como uma alternativa para facilitar a continuidade do método preventivo, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades para manter o uso regular de medicamentos orais.

O medicamento pertence a uma classe considerada inovadora de antirretrovirais. Sua ação ocorre em diferentes fases do ciclo de replicação do HIV, o que amplia o potencial de impedir que o vírus se estabeleça no organismo. Essa característica sustenta o interesse científico em avaliar seu uso preventivo em larga escala.

Público-alvo e critérios de participação

Para ingressar no estudo, será exigido teste negativo para HIV antes do início das aplicações. A pesquisa é direcionada a homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas biologicamente do sexo masculino e pessoas transgênero, com idades entre 16 e 30 anos.

As doses utilizadas serão fornecidas pela farmacêutica Gilead Sciences, responsável pelo desenvolvimento do medicamento. O início efetivo das aplicações depende da chegada ao país de agulhas específicas necessárias para a administração correta do lenacapavir.

Caminho até o SUS

Além de analisar os resultados clínicos, os dados coletados deverão contribuir para as etapas regulatórias que antecedem uma eventual oferta pelo SUS. Antes disso, o medicamento ainda passará pela definição de preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Na sequência, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avaliará as evidências científicas produzidas, emitindo um parecer técnico ao Ministério da Saúde sobre a viabilidade da adoção da nova tecnologia.

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