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Leia: Facção rival arquitetava assumir o domínio da criminalidade matando rivais; Polícia Civil deflagra operação para prender acusados
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OpiniãoMT > Blog > Governo de Mato Grosso > Facção rival arquitetava assumir o domínio da criminalidade matando rivais; Polícia Civil deflagra operação para prender acusados
Governo de Mato GrossoTolerância Zero

Facção rival arquitetava assumir o domínio da criminalidade matando rivais; Polícia Civil deflagra operação para prender acusados

última atualização: 31 de março de 2025 09:16
Jornalista Mauad
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4 Minutos de Leitura
Foto: Assessoria
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A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), deflagrou na manhã desta segunda-feira, dia 31 de março, a Operação Tabuleiro Quebrado, com alvo em integrantes de uma facção criminosa que arquitetavam a execução de membros de um grupo rival, com foco no domínio da criminalidade no Estado de Mato Grosso.

Os alvos da operação são integrantes de uma facção criminosa, dentre eles, alguns reclusos na Cadeia Pública de Várzea Grande e outros em liberdade, espalhados em cidades de Mato Grosso e Santa Catarina.

Cinco mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Sétima Vara Criminal de Cuiabá, de Combate ao Crime Organizado, estão sendo cumpridos durante a operação policial. Os trabalhos contataram com apoio da equipe da Delegacia Regional de Tangará da Serra.

As investigações da GCCO apontaram que a facção criminosa possui a divisão em cargos e funções e se destina notadamente a fazer oposição ao grupo criminoso rival, promovendo homicídios, possuindo armas e promovendo o tráfico de drogas e associação ao tráfico.

A INVESTIGAÇÃO

Durante as investigações, foram identificadas diversas conversas entre os investigados e recados enviados por meio de redes sociais, em que ficou evidenciado o envolvimento com a facção criminosa.

Entre as conversas, eram realizadas tratativas para expansão do grupo criminoso no estado e a necessidade de montar um tabuleiro, ou seja, definir integrantes que atuariam como “disciplina” da facção criminosa.

OS PRINCIPAIS ALVOS DA OPERAÇÃO

Um dos alvos conhecido como “Chapeleiro Primeirão”, recluso no Capão Grande, era o responsável por angariar os integrantes que atuariam na execução de membros da facção rival, para isso, oferecendo uma “ajuda de custo” de R$ 10 mil, além de um carro e armas de fogo para os crimes.

Ele ainda afirmava ser padrinho de 48 membros da facção e discutia com outros integrantes sobre tomadas de territórios, “caguetagem” e a perda de armas.

Outro alvo da operação é ex-integrante da facção rival, que estava morando na Bolívia, e que se dizia descontente com o grupo, o qual pertencia. Ele foi um dos aliciados para atuar na execução de seus ex-comparsas.

Também foram identificados outros integrantes do grupo, que deixavam evidente seu envolvimento com a facção e o planejamento de morte dos membros da facção rival.

Em um dos comunicados da facção alvo da investigação foi informado que “não seria dado um centímetro de espaço” para os integrantes do grupo rival; “para cada inocente que estão matando iremos matar 10 deles”.

A OPERAÇÃO – PROGRAMA TOLERÂNCIA ZERO

Tabuleiro Quebrado faz referência a desarticulação do esquema montado pela facção criminosa para escolher integrantes que atuariam como “disciplinas” e consequentemente na execução dos membros do grupo criminoso rival.

A investigação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para combate à atuação de facções criminosas, por meio da Operação Inter Partes, que integra o programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

*Assessoria

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