*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O cenário político de Mato Grosso registrou um capítulo de tensão nesta segunda-feira, dia 9 de março, com o senador Wellington Fagundes (PL) reagindo de forma incisiva às recentes declarações do governador Mauro Mendes (União). O embate gira em torno da pré-candidatura de Fagundes ao governo do estado e do suposto aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao projeto.
O ESTOPIM DA CRISE
A polêmica teve início no último sábado, dia 7 de março, durante um evento de filiação do partido Podemos. Na ocasião, o governador Mauro Mendes demonstrou ceticismo quanto ao apoio exclusivo de Bolsonaro ao senador.
“Eu não ouvi isso do Bolsonaro, estou ouvindo isso do Wellington, mas já ouvi outras coisas do Bolsonaro também”, declarou o chefe do Executivo estadual.
A RESPOSTA DO SENADOR
Sem poupar críticas, Wellington Fagundes rebateu a fala de Mendes, cobrando lealdade e respeito ao histórico da aliança entre ambos. O senador relembrou que seu apoio foi fundamental para a eleição do atual governador e que agiu como interlocutor direto do ex-presidente e do Partido Liberal.
“Quando fizemos a coligação anterior e eles pediram nosso apoio, a minha palavra valeu, porque eu falei aqui em nome do presidente Bolsonaro e falei em nome do partido. Agora, quero dizer que exijo respeito”, afirmou o parlamentar nesta segunda-feira.
Fagundes enfatizou que o posicionamento do PL é manter o apoio à gestão de Mendes até o último dia de mandato, evitando a ida para a oposição, mas reforçou que a palavra empenhada deve ser soberana.
“A palavra tem que ser acima de tudo, não é um bilhete que vai mudar nossa vida. Muito claro é a palavra, e a palavra está dada pelo presidente do partido”, completou o senador, alfinetando a postura do governador.
O senador ainda fez questão de sublinhar que a validade do projeto político do grupo não depende de comunicações informais, mas sim do compromisso firmado entre as lideranças.
“Eu não iria fazer do nosso projeto um bilhetinho pra valer mais que a palavra”, pontuou.
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