A morte do ex-ditador iraniano Mahmoud Ahmadinejad foi confirmada por autoridades do Irã após bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel atingirem a capital do país. Segundo informações divulgadas pela agência estatal ILNA, os ataques ocorreram na região de Narmak, na zona leste de Teerã, onde ficava a residência do ex-mandatário.
De acordo com a publicação, o imóvel foi diretamente atingido durante a ofensiva militar, resultando também na morte de três seguranças que faziam parte da equipe de proteção do ex-presidente. À época do ataque, Ahmadinejad integrava o Conselho de Discernimento, órgão consultivo ligado à liderança suprema iraniana.
Ahmadinejad é morto durante ofensiva chamada “Fúria Épica”
A ação militar foi identificada como parte da operação denominada “Fúria Épica”, iniciada no sábado (28) pelas forças norte-americanas. Já no primeiro dia de ofensiva, relatos indicavam a morte de integrantes da segurança pessoal de Ahmadinejad, informação posteriormente confirmada pelas autoridades iranianas.
No domingo (1º), Israel declarou que intensificou os ataques com foco no que chamou de “coração de Teerã”, ampliando as operações na capital iraniana. Explosões foram registradas em diferentes pontos da cidade, aumentando o número de vítimas e agravando o cenário de instabilidade.
Trajetória política do ex-presidente
Mahmoud Ahmadinejad governou o Irã entre 2005 e 2013. Seu período à frente do Executivo foi marcado por declarações contundentes contra Israel e os Estados Unidos, além de uma postura considerada de confronto nas relações internacionais.
A reeleição, em 2009, desencadeou uma série de protestos internos que foram reprimidos com rigor pelas forças de segurança. O mandato também foi caracterizado por disputas diplomáticas envolvendo o programa nuclear iraniano, que gerou sanções e pressões internacionais.
Ataques ampliam número de mortos no Irã
Além da morte de Ahmadinejad, os bombardeios realizados no sábado (28) provocaram 201 mortes e deixaram 747 pessoas feridas, conforme dados divulgados pela agência Mehr, com base em informações do Crescente Vermelho iraniano.
Entre as vítimas estão autoridades de alto escalão. O chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e o presidente do Conselho de Defesa Nacional do Irã, Ali Shamkhani, também morreram, segundo o portal Mizan, vinculado ao Judiciário iraniano.
Dos 31 estados do país, 24 registraram impactos das ações militares. Explosões foram relatadas em diversas localidades, incluindo Teerã. No sul do Irã, 85 pessoas morreram após o bombardeio de uma escola para meninas.
Reação iraniana e posicionamento dos EUA
Em resposta às ofensivas, o Irã lançou mísseis contra Israel e realizou ataques contra 14 bases militares norte-americanas instaladas no Oriente Médio, conforme comunicado da Guarda Revolucionária. O Exército dos Estados Unidos informou que não houve registro de militares feridos.
O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que poderá haver reação militar com intensidade ainda maior caso o Irã avance com novas investidas. A declaração elevou a tensão diplomática entre os países envolvidos.
Diante do agravamento do conflito, o Estreito de Ormuz foi fechado por razões de segurança, segundo a agência Tasnim. A medida afeta uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. Companhias aéreas também anunciaram a suspensão de voos com destino ao Oriente Médio.
Esta é a segunda ação militar dos Estados Unidos contra o Irã em menos de um ano. Em junho de 2025, estruturas nucleares iranianas foram alvo de bombardeios norte-americanos em operação realizada com apoio de Israel.

