*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O futuro da política cuiabana pode ganhar um novo capítulo com a possível implementação da Câmara Mirim. A proposta, que nasceu do protagonismo do estudante Pedro Henrique do Carmo Martins, integrante do projeto Parlamento Mirim, busca aproximar adolescentes do funcionamento das leis e das instituições democráticas. O projeto já conta com o apoio direto do vereador Demilson Nogueira (PP) e agora segue para análise das comissões da Casa de Leis.
A semente do projeto foi plantada no dia 27 de novembro do ano passado, quando Pedro Henrique utilizou a Tribuna Livre da Câmara Municipal durante uma sessão ordinária. Na ocasião, o jovem apresentou a ideia de criar um espaço onde estudantes pudessem vivenciar o dia a dia parlamentar.
O vereador Demilson Nogueira, que acolheu a iniciativa, reforçou a importância de dar o crédito ao idealizador.
“Que esta não seja uma iniciativa apenas apoiada por mim, mas abraçada pela Casa inteira. A autoria é do Pedro Henrique, e nós devemos reconhecer e fortalecer esse protagonismo”, declarou o parlamentar.
Para Pedro Henrique, a criação do Parlamento Mirim é uma ferramenta de combate à desinformação. O estudante destacou que muitos jovens crescem sem entender conceitos fundamentais da gestão pública.
“Muitas vezes o adolescente cresce não sabendo o que é uma PGR, o que é uma LOA (Lei Orçamentária Anual) ou a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Eles não sabem o papel da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), onde as leis passam para ver se são constitucionais”, explicou Pedro Henrique.
Segundo o estudante, a experiência como vereador mirim será um “trampolim” para os jovens. Além de formar cidadãos mais conscientes, o projeto pode auxiliar em estudos para concursos públicos e na compreensão dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) em suas esferas municipal, estadual e federal.
Atualmente, o projeto está em fase de formalização e análise técnica. O texto deve receber coautoria de outros vereadores interessados antes de ser levado para votação em plenário. Caso aprovada pela Câmara e sancionada pelo Executivo Municipal, a lei permitirá que jovens de Cuiabá participem de sessões simuladas, entendendo na prática o rito das sessões ordinárias, solenes e extraordinárias.
“Espero que a Câmara entre com tudo para impulsionar esses jovens e colocá-los em um lugar onde muitas vezes nunca imaginaram estar, como aconteceu comigo”, concluiu Pedro Henrique.

