As primeiras horas deste sábado (28) foram marcadas por explosões em Teerã e em outras cidades do Irã, dando início a uma ofensiva militar conjunta conduzida pelos Estados Unidos e por Israel. A ação ocorre após semanas de negociações diplomáticas envolvendo o programa nuclear iraniano, que até o momento não resultaram em consenso entre as partes.
Relatos de autoridades locais e de agências internacionais indicam que os bombardeios atingiram diferentes regiões do território iraniano. A movimentação representa uma escalada nas tensões que vinham se intensificando nos últimos dias, especialmente após reuniões bilaterais sem avanços concretos.
Ofensiva militar atinge cidades do Irã
De acordo com informações divulgadas pela agência estatal Fars, além da capital Teerã, foram registradas explosões em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Sete mísseis teriam atingido áreas próximas ao palácio presidencial e ao complexo onde reside o líder supremo do Irã.
Fontes ouvidas pela agência Reuters informaram que o aiatolá Ali Khamenei foi retirado da capital e levado para um local considerado seguro. Ainda não há confirmação oficial sobre eventuais danos estruturais ou número de vítimas.
Autoridades militares norte-americanas afirmaram que a operação, denominada pelo Pentágono de “fúria épica”, pode se prolongar por vários dias. A estratégia envolve o uso combinado de forças aéreas e marítimas.
Declarações de autoridades dos Estados Unidos e de Israel
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a ofensiva tem como objetivo “defender o povo americano”. Segundo ele, a iniciativa busca responder às ameaças associadas ao programa nuclear iraniano.
Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou à imprensa local que a ação pretende neutralizar o que classificou como ameaça representada pelo regime iraniano. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, descreveu a ofensiva como uma medida preventiva.
Reação do Irã e medidas de segurança em Israel
Após os bombardeios, o Irã lançou mísseis em direção a Israel. As Forças Armadas israelenses ativaram sirenes de alerta em diversas regiões do país. Como medida de precaução, aulas foram suspensas e houve restrições à circulação de civis.
O espaço aéreo israelense foi fechado para voos comerciais. Autoridades locais reforçaram os sistemas de defesa aérea diante da possibilidade de novos ataques.
Contexto diplomático envolvendo o Irã e o programa nuclear
A operação militar ocorre em meio a impasses diplomáticos sobre o programa nuclear do Irã. Nos últimos dias, caças e navios de guerra norte-americanos foram deslocados para a região como forma de pressão.
Na quinta-feira (26), representantes dos Estados Unidos e do Irã se reuniram em Genebra, na Suíça. Na ocasião, ficou acertado um novo encontro para a próxima segunda-feira (1º). Entretanto, as divergências permanecem.
Os Estados Unidos defendem o encerramento do enriquecimento de urânio, restrições ao desenvolvimento de mísseis balísticos e o fim do apoio iraniano a grupos armados no Oriente Médio. O governo iraniano, por sua vez, sustenta que seu programa nuclear tem finalidade energética e sinalizou que poderia aceitar limites em troca da suspensão de sanções econômicas.

