*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A tarde deste domingo, dia 22 d fevereiro, foi marcada por cenas de pânico e destruição em Cuiabá. Um forte temporal que atingiu a capital mato-grossense causou o transbordamento de córregos, transformou avenidas em rios e resultou em veículos arrastados pela força das águas. O volume de chuva superou a capacidade do sistema de drenagem da cidade, gerando pontos críticos de alagamento em diversas regiões.
Imagens que circulam nas redes sociais registram a gravidade da situação. No bairro São Mateus, a correnteza tomou conta das ruas, impedindo a passagem de pedestres e motoristas.
Um dos vídeos mais compartilhados mostra um carro, com passageiro dentro, sendo arrastado pela enxurrada. O veículo só não foi levado para dentro de um canal ou colidiu com outros automóveis porque parou ao atingir um bloco de concreto (gelo baiano) que divide as pistas da via.
Além do São Mateus, os pontos de maior retenção de água e perigo foram registrados na: Avenida Carmindo de Campos e Avenida do CPA, na altura do Banco do Brasil, onde a água subiu rapidamente, surpreendendo condutores.

ALERTA DAS AUTORIDADES
Diante do caos instaurado, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), utilizou suas redes sociais para emitir um comunicado urgente à população. O gestor admitiu que a infraestrutura atual não suporta o volume atípico de água e pediu cautela extrema, especialmente aos motociclistas.
“O volume de água é maior do que a capacidade de drenagem. Por favor, você que está em área de risco, não permaneça no local durante a chuva. Se a água está muito forte, saia imediatamente”, alertou o prefeito.
Abilio também chamou a atenção para perigos “invisíveis” sob a água.
O asfalto pode ceder com a pressão da água, criando armadilhas para quem trafega em velocidade.
Risco para motociclistas. O prefeito fez um apelo direto para que os condutores de motos interrompam o trajeto e busquem abrigo seguro. “Não fiquem se aventurando; o risco de acidente grave é muito grande”.
A orientação é que, em caso de emergência, os moradores acionem a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros (193).
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