O influenciador Felipe Bressanim, conhecido como Felca, divulgou um vídeo que repercutiu amplamente nas redes sociais, denunciando casos de exploração e “adultização” de crianças e adolescentes em produções digitais. O conteúdo trouxe exemplos que levantam preocupações sobre a exposição de menores em ambientes virtuais e gerou grande repercussão pública.
Felca aponta casos preocupantes na internet
No material publicado, Felca destacou a situação envolvendo o influenciador Hytalo Santos, figura conhecida nas redes sociais com mais de 20 milhões de seguidores. Hytalo é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) desde 2024, após suspeitas de participação em produções que, segundo as denúncias, continham elementos de conotação adulta envolvendo menores de idade.
Entre os exemplos apresentados, está o relato sobre a jovem Kamylla Santos. Conforme narrado por Felca, ela teria ingressado no grupo de Hytalo aos 12 anos e permanecido até os 17. Durante esse período, o influenciador teria estruturado um formato semelhante a um reality show, com conversas e dinâmicas consideradas impróprias para a idade.
Conteúdos com conotação adulta
Segundo as denúncias apresentadas por Felca, as produções incluíam cenas em que adolescentes apareciam com roupas curtas e realizando gestos sugestivos. Em um dos episódios mencionados, Kamylla teria sido filmada dançando no colo de outro menor, sendo aplaudida por adultos presentes no local.
Além disso, o vídeo aponta que esses eventos incluíam apresentações com danças de cunho sensual para plateias compostas por adultos. Nessas ocasiões, de acordo com a denúncia, havia consumo de drogas e bebidas alcoólicas por parte do público.
O influenciador também destacou que, aos 17 anos, Kamylla passou por um procedimento de implante de silicone. Imagens do pós-operatório teriam sido publicadas nas redes sociais, levantando questionamentos sobre a exposição da intimidade e a influência de tais decisões em idade tão jovem.
As denúncias feitas por Felca reacendem o debate sobre a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes nas redes sociais. As autoridades competentes investigam os casos, enquanto especialistas alertam para a necessidade de maior fiscalização e de medidas que evitem a exposição de menores a situações inadequadas no ambiente digital.

