*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), aproveitou sua passagem por Brasília para participar de um evento de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrenta um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) por uma suposta tentativa de golpe de Estado. Abilio estava na capital federal para a Mobilização Municípios em Risco, organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Em cima de um trio elétrico com a frase “volta Bolsonaro” em destaque, o prefeito de Cuiabá se juntou a outros apoiadores em uma oração pelo ex-presidente. Em sua fala, Abilio dirigiu-se a Bolsonaro:
“O senhor Deus não se agrada da injustiça, mas a injustiça é praticada por aqueles que se afastam de Deus. Eu quero dizer a ele: siga firme e perseverante. Que as nossas orações lhe sirvam de consolo. Que o nosso apoio lhe sirva de afago. Que o nosso abraço chegue até ele”.

Além de sua participação na manifestação, Abilio Brunini também se encontrou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Durante o encontro, Michelle expressou sua gratidão pelo apoio de Samantha Iris, primeira-dama de Cuiabá, e pelas orações de todos os cuiabanos.
O JULGAMENTO
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus acusados de orquestrar uma tentativa de golpe de Estado avança no Supremo Tribunal Federal (STF) com um placar de 2 votos a 1 pela condenação. A votação, que acontece na Primeira Turma da Corte, será retomada nesta quinta-feira (11) com o voto da ministra Cármen Lúcia, que pode formar a maioria pela condenação dos acusados.
A investigação apura a participação dos oito réus em um plano para impedir a posse do presidente eleito e atentar contra o Estado Democrático de Direito. Entre os crimes imputados estão organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado e golpe de Estado.
VOTOS DOS MINISTROS
Os ministros Alexandre de Moraes, relator do processo, e Flávio Dino votaram pela condenação de todos os oito réus. Moraes, em seu voto, classificou o ex-presidente como o líder da trama, enquanto Dino pediu penas mais severas para Bolsonaro e o ex-ministro Walter Braga Netto.
O ministro Luiz Fux, por outro lado, votou pela absolvição de Bolsonaro, alegando que não há provas suficientes de que ele tenha participado ativamente da trama. O voto de Fux foi celebrado pela defesa do ex-presidente, que vê uma base para anular o julgamento no futuro, caso haja uma condenação.

