*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Foram condenados, pelo Tribunal do Júri, na última terça-feira, dia 01 de abril, os autores do homicídio cometido contra o assessor parlamentar, Wanderley Leandro Nascimento Costa, de 36 anos.
Murilo Henrique Araújo de Souza e Richard Estaques Aguiar foram condenados a 17 anos de detenção, pela juíza da Primeira Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri Siqueira. A dupla ainda foi sentenciada a 20 dias-multa, que representa R$ 404 por furtar os bens da vítima. Foram levados da residência de Wanderley, o carro, uma televisão, um celular, um notebook e o cartão de crédito dele.
O crime aconteceu em 16 de fevereiro de 2013, em uma quitinete no Bairro São João Del Rey, em Cuiabá. A vítima foi encontrada somente no dia 20 de abril, na região do Cinturão Verde. O corpo dele já estava em estado avançado de decomposição. Ele foi morto pela dupla asfixiado com uma toalha embebida em álcool. O servidor teve ainda alguns dentes quebrados durante o crime. Depois de matar o assessor parlamentar, os acusados seguiram para a casa dele, onde foram furtados alguns bens da vítima.
A polícia, durante investigação, afirmou que a dupla tinha envolvimento amoroso com a vítima. A investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa indicou que o assessor parlamentar foi morto por vingança motivada pela exploração sexual de menores.
“Dois menores eram abusados pelo Wanderley, que são os irmãos do Richard. O Wanderley demonstrou interesse em ficar com outro menor, que é irmão de Murilo, mas não chegou a manter relação sexual com ele”, disse o delegado Hércules Batista.
Depois de matar Wanderley, os dois homens fugiram, e foram presos em 20 de fevereiro de 2023. Murilo foi para Terra Nova do Norte, onde foi detido. Ele tentava seguir para o estado do Pará. Enquanto Richard foi preso em Lucas do Rio Verde, interior do estado.
Os dois confessaram o homicídio a polícia, na época.
Wanderley Nascimento Costa atuava como assessor parlamentar do deputado Wilson Santos (PSD). A polícia descobriu que a vítima usava jogos eletrônicos para aliciar crianças e adolescentes com intuito de manter relacionamento amoroso com eles. O assessor parlamentar ainda oferecia dinheiro aos menores para manter relações sexuais com os adolescentes.