*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, na última quarta-feira, dia 20 de agosto, uma moção de repúdio contra a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marluce Aparecida Souza e Silva. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL), foi aprovada com o voto contrário de apenas dois deputados: Lúdio Cabral e Edna Sampaio, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT). A moção é uma resposta ao posicionamento público da reitora em defesa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Cattani defendeu a moção com veemência. “Foi aprovado na sessão da Assembleia Legislativa uma moção de repúdio para uma ação específica feita pela Universidade Federal de Mato Grosso e também incentivada pela reitora da universidade”, disse ele. “Essa ação tratava de um incentivo para o MST e trouxeram o MST para dentro da universidade e os incentivaram nas suas ações”. O deputado questionou a postura da instituição, afirmando: “É o grupo mais violento que nós temos”. Para o parlamentar, a aprovação da moção demonstra a “inaceitável” promoção do grupo.
A moção de repúdio justifica que a reitora, em um vídeo, qualificou o MST como um movimento “justo de distribuição de terra”, exaltou suas práticas e destacou supostos reconhecimentos internacionais. Segundo o documento, a reitora afirmou que “a universidade estará sempre aberta para esses trabalhadores e para todos os demais”, o que, na visão de Cattani, coloca a instituição a serviço de um grupo “notoriamente vinculado a invasões de propriedades privadas, condutas ilícitas e atentados contra o direito de propriedade, constitucionalmente assegurado”.
Em sua justificativa, a moção classifica o MST como um movimento de “caráter terrorista” que emprega “métodos de intimidação, invasões organizadas, depredações de patrimônio público e privado e violência contra produtores rurais”. O documento também questiona a “proclamada liderança do MST no arroz orgânico”, alegando que o grupo “produz menos da metade por hectare das lavouras convencionais” e vende um grão “até três vezes mais caro que o arroz comum, inacessível justamente aos pobres que dizem defender”.
O deputado Lúdio Cabral (PT) criticou a moção durante a sessão, classificando-a como “perda de tempo e desperdício de recursos públicos”. Ele afirmou que “é lamentável ter que ocupar o nosso tempo para fazer esse debate”, argumentando que a moção “não produz resultado concreto, apenas alimenta bolhas da extrema direita” e gasta “dinheiro público, papel, impressora e tempo do parlamento que deveria ser destinado a discutir os problemas do estado”.
O deputado Gilberto Cattani (PL) rebateu: “O Lúdio nem leu e nem sabia do que se tratava. Como ele estava em uma briga para fazer um esforço danado para falar do Abílio, o Abílio fez uma fala infeliz sobre a universidade, eles acharam que era sobre isso. Então, ele falou um monte de asneira sem nem saber o teor da moção, tanto é assim que quanto eu falei, ninguém falou mais nada”, disse ele.
Cattani ainda ressaltou que a universidade “virou uma militância de esquerda e a prova disso é justamente a questão do MST está sendo promovido dentro dela”. Ele considerou a situação ainda mais grave por se tratar de um estado agrícola: “Uma universidade que tem agronomia, que tem veterinária, que tem todas os cursos voltados para a agricultura fomenta e privilegia somente uma pauta, totalmente contrária a produção do nosso estado: no maior estado agrícola do país”. Por fim, ele concluiu que é “impensável que uma universidade federal apoie esse tipo de bandidagem e este tipo de absurdo que é promover um grupo terrorista como o MST”. A moção destaca ainda que “a autonomia universitária (art. 207 da CF) não se confunde com a possibilidade de aparelhamento político-partidário ou de promoção de entidades envolvidas em práticas criminosas.
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MOÇÃO DE REPÚDIO – AUTORIA DEPUTADO GILBERTO CATTANI
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