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Leia: Correios acumulam quase 60 mil novas ações trabalhistas em um ano
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OpiniãoMT > Blog > Economia > Correios acumulam quase 60 mil novas ações trabalhistas em um ano
Economia

Correios acumulam quase 60 mil novas ações trabalhistas em um ano

Correios lideram ranking de ações trabalhistas no Brasil, com mais de 56 mil processos em um ano e prejuízos bilionários acumulados.

última atualização: 11 de novembro de 2025 17:25
Redação OPMT
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5 Minutos de Leitura
Correios acumulam quase 60 mil novas ações trabalhistas em um ano
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Os Correios ocupam a primeira posição no ranking nacional de ações trabalhistas, segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nos últimos 12 meses, foram registrados 56.481 novos processos, o que equivale a cerca de 154 ações por dia — ou seis por hora. O número impressiona, já que representa aproximadamente 70% do quadro atual de funcionários da estatal, que conta com 83 mil empregados em todo o país.

Em nota oficial, os Correios afirmaram ter realizado um mapeamento detalhado dos seus passivos e despesas judiciais, com o objetivo de conter o avanço das ações. Especialistas em direito trabalhista apontam que o alto volume de processos está ligado a falhas estruturais na gestão de pessoal, saúde ocupacional e ao descumprimento de acordos coletivos firmados com os sindicatos da categoria.

Ações trabalhistas acumuladas há décadas

Atualmente, a empresa acumula 75.173 processos trabalhistas pendentes, alguns com mais de 30 anos de tramitação. Somente em 2024, a estatal desembolsou R$ 1,1 bilhão em indenizações, e no primeiro semestre de 2025, o valor já subiu para R$ 1,5 bilhão. 

O impacto financeiro é expressivo e tem refletido diretamente nas contas da empresa, que enfrenta 12 trimestres consecutivos de prejuízos — iniciados com R$ 121 milhões em 2022 e chegando a R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre de 2025. No total, as perdas acumuladas ultrapassam R$ 8,3 bilhões.

Para manter suas operações, os Correios solicitaram ao Tesouro Nacional autorização para um empréstimo de R$ 20 bilhões, medida que busca aliviar o caixa e garantir a continuidade dos serviços.

Distribuição regional das ações trabalhistas

Nos tribunais regionais do trabalho, os Correios também aparecem na liderança. O TRT da 15ª Região (Campinas) concentra 7.938 ações, seguido pela Bahia (3.901), Distrito Federal e Tocantins (3.475), Pernambuco (2.557) e Piauí (858). No Rio de Janeiro, a estatal ocupa o segundo lugar, atrás apenas da Petrobras, com 7.443 processos.

Especialistas apontam causas e consequências

A advogada Marina Tambelli, que atua em casos contra os Correios desde 1977, avalia que o grande número de ações trabalhistas está relacionado à falta de investimentos em segurança e saúde do trabalhador, situação agravada durante a pandemia. Segundo ela, a maioria dos processos envolve doenças ocupacionais, como lesões na coluna, joelhos e tornozelos.

Por outro lado, o advogado Muriel Carvalho, integrante do corpo jurídico da estatal, destaca que muitos processos são resultado de acordos coletivos mal redigidos e cortes unilaterais de benefícios. Para ele, “quando a empresa adota medidas sem diálogo com os empregados, é natural que haja uma enxurrada de ações”.

Sobrecarga e reestruturação interna

Com um corpo jurídico formado por cerca de 260 advogados, a estatal enfrenta sobrecarga de trabalho. Apenas no TRT da 15ª Região, 18 profissionais da empresa são responsáveis por aproximadamente 14 mil processos, o que equivale a 900 ações por advogado.

Em resposta, os Correios afirmaram que estão promovendo ajustes normativos, além da implementação de um novo Plano de Cargos e Salários e de um plano de reestruturação financeira voltado à redução de despesas e recuperação da liquidez. A empresa negou ter recebido qualquer auxílio direto do governo federal para quitar dívidas trabalhistas.

Impactos e possíveis reflexos de privatização

De acordo com a professora Olívia Pasqualeto, da Fundação Getulio Vargas (FGV), condenações trabalhistas representam impacto financeiro direto nas contas da empresa. “Quando há decisão judicial, a única alternativa é o pagamento”, explicou. Ela também ressaltou que, em um eventual processo de privatização dos Correios, todo o passivo trabalhista seria automaticamente transferido à companhia compradora, conforme prevê a legislação vigente.

A liderança dos Correios no ranking de ações trabalhistas expõe desafios históricos da estatal na gestão de pessoal e na prevenção de conflitos trabalhistas. 

Com prejuízos acumulados, processos antigos e uma estrutura jurídica sobrecarregada, a empresa busca caminhos para equilibrar suas finanças e reduzir o volume de litígios, enquanto tenta preservar sua operação e preparar-se para um futuro incerto, que pode incluir mudanças profundas em sua estrutura administrativa e financeira.

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