A Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá alcançou, em novembro, um marco importante na reorganização do acesso aos exames e consultas eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com ampliação de grades, revisão de contratos e otimização do fluxo de autorização, três exames de alta complexidade, ressonância magnética, tomografia computadorizada e cintilografia, passaram a ser liberados praticamente em tempo real pelos médicos reguladores.
Segundo o balanço atualizado, as tomografias registram a oferta de 1.000 vagas abertas para agendamento, número que supera a demanda atual, por isso os agendamentos estão sendo realizados praticamente em tempo real.
O cenário também é positivo para as ressonâncias magnéticas, que contam com 910 vagas disponíveis no sistema; as liberações ocorrem de forma imediata pelos reguladores.
No caso das cintilografias, a fila de Cuiabá está zerada. Os poucos pacientes ainda em espera são oriundos do interior do Estado, cujo agendamento segue as regras pactuadas na Programação Pactuada Integrada (PPI).
A Central também atualizou o panorama das cirurgias eletivas. A fila real, dentro do prazo regulatório de 90 dias, contempla 23 tipos de procedimentos, entre eles vasectomia, colecistostomia, dermolipectomia não estética, quadrantectomia, drenagem pleural, hidrocele, varicocele e outros previstos em contrato. Todo o fluxo segue estável, com as demandas dentro da capacidade de atendimento disponível.
Da mesma forma, consultas em diversas especialidades, gastroenterologia, ortopedia (adulto, pediátrica, joelho e ombro), otorrinolaringologia pediátrica, neurologia adulta, nefrologia, cardiologia infantil, infectologia, pneumologia adulta e infantil, entre outras, continuam sendo autorizadas em tempo real. Para pacientes do interior, a marcação segue as diretrizes pactuadas na PPI.
Redução histórica da fila geral: comparação agosto x novembro
A reorganização refletiu diretamente na fila total da Regulação, com uma redução expressiva entre agosto e novembro. De acordo com os dados:
– Fila hospitalar: caiu de 24.071 (agosto) para 19.958 (novembro).
– Fila de consultas: reduziu de 205.535 (agosto) para 153.023 (novembro).
– Fila geral de procedimentos ambulatoriais: passou de 221.875 (agosto) para 181.826 (novembro).
*Alessandra Marques

