*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, gerou reações imediatas e opostas em Mato Grosso e nas cúpulas políticas da América Latina, expondo visões divergentes sobre soberania, justiça e influência geopolítica.
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) manifestou-se por meio de vídeo nas redes sociais, adotando um tom de celebração. Para o parlamentar, a captura de Maduro representa a queda do “primeiro filho” do que classifica como o “demoníaco Foro de São Paulo”.
Cattani não economizou nas analogias históricas ao prever o futuro do líder venezuelano. Para o deputado, o destino de Maduro deve seguir o rigor aplicado a outros ditadores capturados em intervenções militares internacionais.
“O primeiro filho do demoníaco Foro de São Paulo está capturado. Vai ser julgado. Lembra do Saddam Hussein? Mais ou menos neste estilo, onde a justiça prevalece”, afirmou Cattani, referindo-se ao julgamento e execução do ex-líder iraquiano.
Um dos pontos centrais da fala de Cattani foi a existência e a influência do Foro de São Paulo. O deputado aproveitou o momento para rebater críticos que, no passado, negavam a atuação da organização que reúne partidos e grupos de esquerda da América Latina e do Caribe.
“Eu falo do Foro de São Paulo, você lembra que eles falavam há pouco tempo que não existia, que era mentira? Mas o Foro de São Paulo tem vários tentáculos e a cabeça é muito mais próxima de nós do que possamos imaginar”, alertou o parlamentar.
O deputado também fez questão de exaltar a postura do governo norte-americano, sob a gestão de Donald Trump. Cattani pontuou que a ação militar foi uma resposta aos que duvidavam da capacidade de intervenção e da busca por justiça para o povo venezuelano.
“Para quem dizia que os Estados Unidos estavam inertes, que não iam fazer nada, a resposta chegou. Isso sim é entrar o ano com o pé direito”, comemorou.
Em contrapartida, a Secretaria Executiva do Foro de São Paulo emitiu uma nota oficial de repúdio no dia 3 de janeiro de 2026. A organização rejeitou firmemente o que denominou como “ataques perpetrados pelos Estados Unidos” e classificou a prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, como um “sequestro”.
A nota argumenta que o combate ao narcotráfico seria apenas uma desculpa para ocultar o objetivo de retomar o poder sobre a América Latina e o Caribe.
VEJA VÍDEO DO DEPUTADO GILBERTO CATTANI (PL)
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