A nova pesquisa Datafolha revelou que o cenário eleitoral para 2026 segue marcado pela forte rejeição aos principais nomes da política nacional. Os números mostram que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentam resistência significativa entre os eleitores, refletindo um ambiente político ainda polarizado.
Rejeição entre os principais presidenciáveis
O levantamento aponta que Lula registra 44% de rejeição entre os entrevistados. Apesar de numericamente acima com 45%, Bolsonaro aparece tecnicamente empatado com o atual presidente dentro da margem de erro. O ex-presidente permanece inelegível e cumpre pena de 27 anos e três meses após condenação relacionada aos eventos de 2022.
Além do próprio Bolsonaro, nomes apoiados por ele também mostram índices elevados. O senador Flávio Bolsonaro, seu filho mais velho, tem 38% de rejeição. Já Eduardo Bolsonaro, deputado federal, aparece com 37%. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro registra rejeição de 35% entre os participantes da pesquisa.
Governadores de direita mantêm índices moderados
Entre os governadores frequentemente citados como alternativas na eleição de 2026, os percentuais de rejeição são mais baixos. Ratinho Jr., do Paraná, aparece com 21%, mesmo índice de Romeu Zema, de Minas Gerais. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, soma 20%, enquanto Ronaldo Caiado, de Goiás, registra 18%.
Esses números indicam que, embora presentes no debate nacional, esses gestores enfrentam um nível de resistência menor em comparação às figuras de maior protagonismo na polarização política recente.
Cenário apontado pela pesquisa
O Datafolha ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios brasileiros entre 2 e 4 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados reforçam que a rejeição segue como um dos principais fatores na definição do ambiente eleitoral e pode influenciar diretamente a formação das candidaturas e alianças para 2026.
A pesquisa evidencia que Lula e Bolsonaro continuam como os nomes de maior rejeição no país, reforçando a polarização que marca o debate político nacional. Enquanto aliados de Bolsonaro também apresentam índices elevados, governadores cotados para a disputa surgem com rejeição mais baixa. O levantamento confirma que o eleitorado segue dividido e que a rejeição deve desempenhar papel central na construção do cenário eleitoral para 2026.

