A ativista sueca Greta Thunberg voltou a criticar duramente o governo de Israel nesta segunda-feira (6), após ser deportada junto a outros 134 integrantes da Flotilha Global Sumud. Segundo ela, o país estaria “tentando eliminar toda uma população” na Faixa de Gaza, além de impedir a entrada de ajuda humanitária destinada aos civis palestinos.
Greta Thunberg denuncia abusos e bloqueio de ajuda humanitária
Durante sua chegada ao aeroporto de Atenas, na Grécia, Greta Thunberg afirmou que os integrantes da flotilha foram vítimas de maus-tratos durante a detenção feita pela Marinha israelense. Israel, no entanto, nega as acusações. “Eu poderia falar por muito tempo sobre os abusos que sofremos durante nossa prisão, mas essa não é a história”, declarou a ativista, ressaltando que o foco deve estar na crise humanitária enfrentada pelos palestinos.
Centenas de pessoas se reuniram no aeroporto com bandeiras pró-palestinas e cartazes denunciando o que chamaram de “genocídio”. Para Thunberg, Israel intensificou a destruição na Faixa de Gaza e violou o direito internacional ao impedir que a ajuda humanitária da flotilha chegasse ao enclave.
Israel confirma deportação de ativistas estrangeiros
O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou, por meio da rede social X, que deportou 171 pessoas consideradas “provocadores da frota Hamas-Sumud”, enviando-as de volta à Grécia e à Eslováquia.
Entre os deportados estão cidadãos de 18 países europeus e dos Estados Unidos, incluindo Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha e Noruega. Durante o protesto no aeroporto, manifestantes exibiam faixas com frases como “Nenhum canto do mundo está livre sem uma Palestina livre” e “Nenhuma cooperação com o Estado assassino de Israel”.
Ativista pede ação internacional contra o conflito
Em seu discurso, Greta Thunberg cobrou uma postura mais firme da comunidade internacional diante da escalada do conflito. Segundo ela, os países têm uma “obrigação legal” de agir para evitar o que classificou como um genocídio. A ativista defendeu que os governos interrompam o fornecimento de armas a Israel e exerçam pressão diplomática real.
“Não estamos vendo o mínimo por parte de nossos governos. Nossos sistemas internacionais estão traindo os palestinos”, afirmou Thunberg, acrescentando que não compreende “como os seres humanos podem ser tão maus a ponto de matar deliberadamente de fome milhões de pessoas”.

