*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em um anúncio feito nas redes sociais no último domingo, dia 13 de julho, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), informou que a Prefeitura não pagará mais o adicional de um terço de férias sobre os 15 dias de recesso escolar para os servidores da Educação. A medida, segundo o prefeito, visa sanear as contas do município, que estariam comprometidas por uma decisão da gestão anterior.
Abilio argumentou que a inclusão do recesso como férias na Lei Orgânica Municipal, feita pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), gerou uma despesa insustentável.
“O que nós vamos ter que cortar para comportar? Sem falar a quantidade de pessoal também que nós vamos ter que cortar, porque esse valor também vai influenciar a Lei de Responsabilidade Fiscal no gasto com pessoal”, ressaltou o prefeito.
Segundo o prefeito, a mudança na lei fez com que os servidores passassem a ter direito a 45 dias de férias remuneradas, incluindo o recesso, com o pagamento de um terço de férias sobre todo esse período. Diante do não pagamento na gestão passada, mais de 9 mil servidores estariam movendo ações judiciais para receber o valor, inclusive com pagamentos retroativos.
“As contas do município não suportam”, afirmou Abilio. Ele explicou que o custo adicional compromete o orçamento, que já banca o café da manhã de alunos e servidores. O prefeito alertou que, se a prática continuasse, seriam necessários cortes em outras áreas, como investimentos, obras, reformas e até mesmo no quadro de pessoal da Educação.
Com a decisão de Abilio Brunini, os servidores da Educação passarão a ter 30 dias de férias e 15 dias de recesso, alinhando-os aos demais servidores do município.
VEJA VÍDEO PUBLICADO NAS REDES SOCIAIS DE ABILIO BRUNINI SOBRE O ASSUNTO
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