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Leia: CoronaVac encalha e governo Lula desperdiça R$260 milhões em vacinas
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21 de outubro de 2026 21:25

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > CoronaVac encalha e governo Lula desperdiça R$260 milhões em vacinas
Governo Lula

CoronaVac encalha e governo Lula desperdiça R$260 milhões em vacinas

Vacinas CoronaVac adquiridas pelo governo Lula no final de 2023 acumulam prejuízo de R$ 260 milhões, com milhões de doses vencidas.

Redação OPMT
Publicado em: 18 de setembro de 2024
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4 Minutos de Leitura
CoronaVac encalha e governo Lula desperdiça R$260 milhões em vacinas
A CoronaVac é produzida pelo Instituto Butantã em São Paulo. Imagem: Miva Filho/SES.
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Em setembro de 2023, o governo brasileiro comprou 10 milhões de doses da vacina CoronaVac. No entanto, à medida que a pandemia avançava e novas variantes surgiam, a CoronaVac perdeu relevância nas campanhas de vacinação do SUS. De acordo com dados obtidos pela Folha de S.Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação, cerca de 8 milhões de doses permaneceram nos estoques do Ministério da Saúde e venceram ou estavam próximas de vencer no início de 2024. 

O desperdício estimado de R$ 260 milhões é apenas uma parte do problema, pois o número pode ser maior, já que doses distribuídas para Estados e municípios também perderam a validade.

Mudança nas diretrizes e falta de uso da CoronaVac

Uma das principais questões levantadas sobre a compra da CoronaVac é o motivo pelo qual o governo decidiu continuar com a aquisição de uma vacina que já estava em desuso no SUS. O Ministério da Saúde não respondeu sobre as razões que levaram à compra, mesmo sabendo que o imunizante não estava atualizado para as variantes circulantes. Segundo o “vacinômetro” do ministério, apenas 260 mil doses de CoronaVac foram aplicadas no Brasil desde outubro de 2023, o que representa menos de 3% do total adquirido.

Processo burocrático e falta de planejamento

O processo de compra da CoronaVac envolveu um longo trâmite burocrático, que se estendeu de fevereiro a setembro de 2023. A previsão inicial era que as doses fossem aplicadas a partir de maio, dentro da campanha de multivacinação do Ministério da Saúde. No entanto, o imunizante só chegou aos estoques do governo em outubro, quando já havia uma redução na demanda pelo uso da vacina. 

Segundo o ministério, a compra visava atender a vacinação de crianças de 3 a 11 anos, com a expectativa de completar o esquema vacinal desse público.

Uma decisão controversa do Ministério da Saúde foi dispensar a obrigatoriedade de troca das doses com validade curta. De acordo com os documentos revelados, essa dispensa foi feita via e-mail e sem a anexação de parecer jurídico ao processo. Essa medida permitiu que o Instituto Butantan não fosse obrigado a substituir as doses de CoronaVac que estavam próximas da data de vencimento. 

Técnicos da pasta justificaram que o atraso na compra e a proibição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a produção de novos lotes do imunizante tornavam a troca inviável.

Fim do ciclo da CoronaVac no Brasil

Com a entrega das doses ao Ministério da Saúde em outubro de 2023, o Instituto Butantan decidiu desistir do pedido de registro definitivo da CoronaVac junto à Anvisa, encerrando a produção do imunizante. 

Essa decisão marcou o fim do ciclo da CoronaVac como uma das principais vacinas utilizadas no combate à pandemia de covid-19 no Brasil. O contrato de compra, que foi o mais volumoso no primeiro ano do governo Lula, custou R$ 330 milhões e teve pouca publicidade. 

A oficialização do acordo foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), mas não houve divulgação nas redes sociais ou no site do Ministério da Saúde.

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