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Leia: Clado 1B: como age a nova variante mais letal da Mpox
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21 de outubro de 2026 20:38

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OpiniãoMT > Blog > Saúde > Clado 1B: como age a nova variante mais letal da Mpox
Saúde

Clado 1B: como age a nova variante mais letal da Mpox

O atual surto de mpox na África gera preocupações com o surgimento da variante clado 1B, mais letal e transmissível. Entenda os impactos dessa nova cepa e quem está em maior risco.

Redação OPMT
Publicado em: 21 de agosto de 2024
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3 Minutos de Leitura
Clado 1B como age a nova variante mais letal da Mpox
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O surto da Mpox, também conhecida como varíola dos macacos, tem gerado preocupação entre especialistas, cientistas e autoridades de saúde devido ao risco de uma nova variante do vírus, o clado 1B, se espalhar para regiões não endêmicas. Essa variante é mais transmissível e letal do que as cepas anteriores, o que pode representar um desafio significativo no controle da doença.

Funcionamento do Vírus da Mpox

O vírus da mpox, pertencente à família Orthopoxvirus, se dissemina através do contato com pessoas infectadas ou materiais contaminados. Após o período de incubação de 3 a 21 dias, os sintomas característicos da doença começam a aparecer, com o surgimento de lesões na pele que evoluem de pápulas a pústulas e, posteriormente, crostas.

A Variante Clado 1B: Mais letal e transmissível

A variante clado 1B do vírus da Mpox é considerada mais virulenta do que a variante clado 2, que causou o surto global em 2022. Essa nova cepa possui uma mutação chamada APOBEC3, que a torna mais transmissível entre humanos.

Além disso, a variante clado 1B está associada a doenças mais graves, com um número elevado de lesões na pele (mais de 250) e maior risco de infecções secundárias. Isso pode levar a complicações como infecções no sistema nervoso central, pneumonia e sepse, que podem ser fatais.

A taxa de mortalidade dessa variante varia entre 3% e 10%, dependendo do surto, sendo mais elevada em pacientes imunocomprometidos, como aqueles com HIV avançado ou transplantados.

Quem está em maior risco?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas imunossuprimidas, incluindo aquelas vivendo com HIV não tratado, correm maior risco de desenvolver mpox grave ou morrer. Mulheres grávidas e pessoas com doenças crônicas também apresentam maior vulnerabilidade.

Prevenção e vacinação

As principais medidas de prevenção incluem evitar contato direto com pessoas suspeitas ou confirmadas, lavar regularmente as mãos e cumprir isolamento social em caso de infecção. 

A vacinação contra a Mpox também é importante, priorizando grupos de maior risco, como homens cisgêneros, travestis, mulheres transexuais vivendo com HIV e funcionários de laboratórios que trabalham com o microrganismo.

O surgimento da variante clado 1B do vírus da Mpox representa um desafio significativo no combate à doença, devido à sua maior transmissibilidade e letalidade. É crucial que autoridades de saúde e a população em geral estejam atentos aos sinais e sintomas da doença, sigam as recomendações de prevenção e acompanhem os avanços no desenvolvimento de estratégias eficazes de vacinação e tratamento para mitigar os impactos dessa nova ameaça à saúde pública.

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