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Leia: Ministério da Saúde suspende licitação de R$ 840 milhões por suspeita de superfaturamento
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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Ministério da Saúde suspende licitação de R$ 840 milhões por suspeita de superfaturamento
Governo Lula

Ministério da Saúde suspende licitação de R$ 840 milhões por suspeita de superfaturamento

Ministério da Saúde suspendeu uma para a compra de imunoglobulina por suspeita de superfaturamento e cartel. Uma nova rodada de ofertas iniciará nesta quinta-feira (25).

Redação OPMT
Publicado em: 24 de julho de 2024
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3 Minutos de Leitura
Ministério da Saúde suspende licitação de R$ 840 milhões por suspeita de superfaturamento
O Ministério da Saúde abrirá uma nova rodada de ofertas nesta quinta-feira (25). Imagem: Redes Sociais.
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O Ministério da Saúde suspendeu uma licitação de R$ 840 milhões para a compra de imunoglobulina, medicamento essencial para o tratamento de doenças que afetam o sistema imunológico, após indícios de formação de cartel entre as empresas participantes. A suspeita foi levantada pelo Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU), que identificou preços acima do valor de referência em todas as propostas.

Suspeita de cartel e preços exorbitantes na licitação

A investigação do Ministério Público no TCU apontou para a existência de um possível cartel entre as empresas que participaram da licitação original. As ofertas apresentadas pelas empresas variavam entre R$ 1.474 e R$ 2.100 por unidade, valores consideravelmente superiores ao preço de referência de R$ 980 utilizado pelo Ministério da Saúde em contratos anteriores. Em alguns casos, os preços chegaram a ser seis vezes maiores que o valor de referência, o que configura um sobrepreço de até 114,3%.

Outro ponto de impasse na licitação foi a proibição da participação de empresas estrangeiras que ofereciam imunoglobulina a preços mais baixos, mesmo sem registro na Anvisa. 

O TCU havia autorizado a compra desses medicamentos, mas a decisão foi suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques, a pedido de uma empresa brasileira concorrente. O caso ainda está em análise no plenário virtual do STF, aguardando o voto do ministro Dias Toffoli.

Hemobrás e a produção nacional

A Hemobrás, empresa estatal vinculada ao Ministério da Saúde, iniciou a produção de imunoglobulina, mas ainda não possui capacidade para atender à demanda nacional do medicamento. O subprocurador-geral Lucas Furtado, do Ministério Público no TCU, alertou que a proibição de empresas estrangeiras só seria justificável se houvesse fornecimento nacional a preços justos.

Ministério da Saúde e a nova licitação

Em resposta à frustrada licitação anterior, o Ministério da Saúde abrirá uma nova rodada de ofertas nesta quinta-feira, 25 de julho, buscando garantir o fornecimento do medicamento a preços justos para a população. O novo edital mantém condições semelhantes ao anterior, com a exigência de registro do medicamento na Anvisa pelas empresas participantes.

O Ministério da Saúde esclareceu que a nova licitação segue rigorosamente a legislação brasileira e garante a participação de empresas com registro do medicamento na Anvisa. A pasta não divulgou o valor máximo aceito na nova rodada de ofertas para evitar interferir no processo.

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