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22 de outubro de 2026 23:53

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OpiniãoMT > Blog > Justiça > STJ suspende transferência de Adélio Bispo para hospital psiquiátrico
Justiça

STJ suspende transferência de Adélio Bispo para hospital psiquiátrico

O Superior Tribunal de Justiça suspendeu a transferência de Adélio Bispo, autor da facada em Jair Bolsonaro, para Minas Gerais por conflito de competência.

Redação OPMT
Publicado em: 5 de julho de 2024
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3 Minutos de Leitura
STJ suspende transferência de Adélio Bispo para hospital psiquiátrico
Em fevereiro, a Justiça determinou que Adélio Bispo fosse transferido para um estabelecimento psiquiátrico em Minas Gerais. Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil.
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A transferência de Adélio Bispo, conhecido por ter esfaqueado o então candidato à presidência Jair Bolsonaro em 2018, para Minas Gerais foi suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Atualmente, Adélio permanece na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). A suspensão se deve a um conflito de competência, conforme informado pela Defensoria Pública da União (DPU).

Suspensão da transferência de Adélio Bispo

O conflito de competência entre a 5ª Vara Federal de Campo Grande/MS e a 3ª Vara Federal de Juiz de Fora/MG resultou na suspensão da transferência de Adélio Bispo. O juiz de Campo Grande entende que a responsabilidade pela transferência é de Juiz de Fora. No entanto, a vara mineira alegou falta de vaga no hospital de custódia e incapacidade das unidades médico-psiquiátricas penais de prestar a assistência adequada.

Em fevereiro, a Justiça determinou que Adélio Bispo fosse transferido para um estabelecimento psiquiátrico em Minas Gerais, considerando-o inimputável por transtorno mental. Contudo, devido à falta de infraestrutura adequada, a transferência foi suspensa. Adélio permanece na Penitenciária Federal de Campo Grande até que a questão seja resolvida.

Defensoria Pública da União

A Defensoria Pública da União (DPU) defende que Adélio Bispo não pode permanecer em um ambiente exclusivamente prisional, citando a Lei nº 10.216 de 2001, que garante a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais. 

A DPU enfatiza que presta assistência jurídica a Adélio desde junho de 2019, atuando sob o enfoque dos direitos humanos e na defesa dos direitos fundamentais de seus assistidos.

Em nota, a DPU afirmou que a alegação de escassez de vagas no sistema público de saúde não justifica a manutenção de Adélio Bispo em um ambiente prisional por tempo indeterminado. A instituição reforça que a transferência para um ambiente adequado é um direito garantido pela legislação vigente.

A DPU informou ainda que a questão foi levada ao conhecimento da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão integrante do Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A intervenção da CIDH visa garantir que os direitos de Adélio Bispo sejam respeitados conforme os tratados internacionais de direitos humanos.

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