*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O ex-senador Cidinho Santos (PP), eleito primeiro suplente do senador Mauro Mendes (União Brasil), utilizou as redes sociais para publicar um pedido de pacificação política e respeito ao resultado das urnas. Em um vídeo, o político fez um apelo direto à população de Mato Grosso contra o clima de acirramento e os recentes movimentos de boicote a estabelecimentos comerciais motivados por posicionamentos partidários.
O ex-senador relatou com preocupação o surgimento de publicações em redes sociais incentivando o boicote a comerciantes, salões de beleza e prestadores de serviço devido às escolhas eleitorais. Ele lamentou também a suspensão de gestos solidários tradicionais de fim de ano por parte de eleitores contrariados.
“Às vezes o resultado da eleição não foi aquilo que alguns esperavam, mas estamos na democracia e temos que entender o resultado e a vontade de Deus e do povo que foi soberano. E a vida que segue, vamos continuar trabalhando, sem rancor, sem mágoa, torcendo pelo sucesso de quem foi eleito”, declarou Cidinho Santos.
Invocando princípios da fé cristã, o suplente de senador criticou as atitudes de retaliação e cobrou empatia entre os cidadãos, independentemente das preferências nas urnas.
“E nós, como cristãos, eu tenho visto, acompanhado nos últimos dias algumas publicações, pessoas falando que não vai comprar naquele comércio, não vai naquele salão de beleza, ou até mesmo que não vai fazer nenhum gesto solidário de final de ano ou o que fazia sempre de ajudar o próximo, devido estar contrariado com o resultado das eleições. Isso, para mim, não é cristão”, ponderou.
Cidinho relembrou a essência dos ensinamentos cristãos sobre a convivência comunitária para reforçar que divisões ideológicas não devem sobrepor-se ao auxílio mútuo ou à manutenção do ambiente de negócios.
“Quando a gente faz uma coisa para o irmão, a gente faz de coração, faz porque a gente entende que é o nosso dever, é a nossa obrigação de cristão. E dos Dez Mandamentos, Deus já falava que resumia em dois: amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo. E quando você se nega a ajudar o irmão ou fazer um gesto de solidariedade, você, além de não estar sendo solidário com o irmão, não está amando o próximo como a si mesmo, também, com certeza, não está amando a Deus sobre todas as coisas”, afirmou.
Ao encerrar o vídeo, o ex-senador reforçou a necessidade de união pelo desenvolvimento do Estado e pela continuidade das atividades econômicas e sociais.
“Ajudar o irmão, fazer o bem, alegra muito o coração de Deus e também alegra a gente. Então, mais consciência, menos rancor, e vamos embora, que a vida segue”, concluiu.
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