A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou na última segunda-feira, dia 19 de outubro, a vacinação antirrábica de porta em porta no bairro Aurília Curvo, na região do Grande Cristo Rei. A ação segue até a próxima sexta-feira, dia 23 de outubro, e busca ampliar a cobertura vacinal de cães e gatos, facilitando o acesso dos tutores à imunização e fortalecendo as medidas de prevenção contra a raiva.
A estratégia conta com a atuação dos agentes de combate às endemias, que percorrem as residências para levar a vacinação diretamente à população.
A vacinação antirrábica é uma das principais medidas de prevenção contra a raiva, doença viral grave que pode acometer mamíferos e ser transmitida aos seres humanos. Manter cães e gatos imunizados é fundamental para reduzir os riscos de circulação do vírus e proteger a saúde pública.
O médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Luciano Fonseca de Miranda, explica que a vacinação precisa ser mantida mesmo fora dos períodos de campanha. Segundo ele, o Brasil ainda não é considerado livre do vírus da raiva, o que exige atenção contínua e a imunização dos animais.
“É importante a vacinação para a gente prevenir”, reforça o médico veterinário, ao destacar que, embora Várzea Grande não registre casos recentes de raiva em cães e gatos — o último caso no município foi em 2004 —, ainda há registros da doença em animais na Baixada Cuiabana, especialmente em animais de grande porte, como bovinos e equinos.
Luciano também orienta que a vacinação antirrábica de cães e gatos é oferecida totalmente gratuita durante todo o ano pelo Centro de Controle de Zoonoses, em horário comercial, de segunda a sexta-feira. Assim, tutores que não conseguirem vacinar seus animais durante as ações de campo podem procurar o serviço para receber orientações e garantir a imunização.
O veterinário explica ainda que a transmissão da raiva pode ocorrer pela saliva de um animal infectado, principalmente por meio de mordidas. Por isso, diante de uma agressão ou suspeita de contato com um animal possivelmente infectado, é importante procurar imediatamente um serviço de saúde e seguir as orientações profissionais.
A superintendência de Vigilância em Saúde pede a colaboração dos moradores para receber as equipes e permitir que os animais sejam avaliados e imunizados conforme os critérios técnicos.
O superintendente de Vigilância em Saúde, Carlos Valadares, reforça a importância da participação dos moradores para o alcance da ação e para a proteção dos animais e da população. “Estamos fazendo essa ação para ampliar a cobertura vacinal de cães e gatos na nossa cidade. Todos os nossos agentes estão uniformizados e capacitados para imunizar os pets”.
*José Wallison

