*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A jovem Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, morreu na última sexta-feira, dia 16 de outubro, após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante a realização de procedimentos estéticos, que incluíam a colocação de próteses mamárias e lipoescultura, no Hospital Geral e Maternidade, na capital. A vítima era mãe de duas crianças.

A mãe de Lourdes, Jatir Ramos, que reside em Portugal, manifestou a dor publicamente e se deslocou para o Brasil para dar o último adeus à filha.
“Lurdes Maria é minha filha, que faleceu ontem, após uma complicação de uma cirurgia, e eu não preciso falar para vocês que é um momento de muita dor. Eu estou indo ao Brasil para me despedir da minha filha. Peço que me ajudem com orações nesse momento difícil que eu estou passando”.
O marido da vítima, Juan Pablo Padilha, também prestou uma homenagem emocionada:
“Meu amor, essa cirurgia sempre foi o seu sonho, nunca fui a favor, mas sabia que você iria fazer, pois você sempre correu atrás e fez tudo que desejava, te admiro muito por isso”.
O velório de Lourdes Maria foi realizado no último sábado, dia 17 de outubro, na Capela Jardins, em Cuiabá.
DINÂMICA E ATENDIMENTO MÉDICO
De acordo com as informações apuradas, Lourdes Maria sofreu uma intercorrência súbita durante o ato cirúrgico e apresentou parada cardiorrespiratória. A equipe médica realizou tentativas de reanimação por cerca de duas horas, mas a paciente não resistiu aos ferimentos.
O procedimento foi conduzido pelo médico Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza. Em nota oficial emitida por sua assessoria jurídica, assinada pelo advogado Alex Cardoso (OAB-MT 11.393), a defesa lamentou profundamente o falecimento e se solidarizou com os familiares e amigos.
Segundo a nota, o procedimento ocorreu em ambiente hospitalar adequado e por profissionais habilitados, seguindo as avaliações pré-operatórias exigidas.
BOLETIM DE OCORRÊNCIA E POSICIONAMENTO DA DEFESA
A defesa do médico também confirmou que o profissional possui mais de 25 anos de experiência e é regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina, estando legalmente habilitado para a prática de atos cirúrgicos. Além disso, repudiou tentativas de desqualificar a atuação profissional dele e esclareceu que notas divulgadas sobre uma possível agressão ao médico resultaram no registro de um boletim de ocorrência para preservar a integridade física diante de ameaças de morte recebidas.
Por fim, a assessoria informou que não divulgará detalhes sobre o atendimento em respeito ao sigilo médico e à família, reiterando que o profissional permanece à inteira disposição das autoridades competentes.
O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso para esclarecer oficialmente as causas e circunstâncias que envolveram a morte da jovem.

