*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Foram identificados os corpos dos dois jovens encontrados mortos na manhã da última quinta-feira, dia 15 de outubro, em uma área de chácaras no bairro Pedra 90, na Capital. As vítimas são Elizeu Oliveira Barros, de 20 anos, e Pedro Weennyffer de Souza Campos, de 24 anos.
Os corpos foram localizados nos fundos do condomínio Villagio Íris, em meio à vegetação, por um funcionário da empresa Ecovita, que acionou imediatamente a Polícia Militar.
Segundo as apurações policiais, as vítimas foram brutalmente espancadas e submetidas a sessões de tortura antes de serem executadas a tiros. Ambos os jovens tiveram as orelhas decepadas e apresentavam diversos ferimentos causados por disparos de arma de fogo.
Os vestígios colhidos na cena do crime indicam que as mortes ocorreram na noite de quarta-feira, dia 14 de outubro. A principal suspeita da Polícia Civil é de que as vítimas tenham sido submetidas ao chamado “tribunal do crime”.
A Politec e a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram acionadas para realizar os procedimentos periciais e dar início às investigações.
O delegado Rogério Gomes, da DHPP, destacou que as características do crime apontam para a atuação de uma organização criminosa.
“Está claro que se trata de um homicídio, na verdade, um duplo homicídio, já que são duas vítimas. Diversos disparos de arma de fogo, ao menos 20 disparos foram constatados ali. Nem todos acertaram as vítimas, mas elas estão bastante feridas por disparos de arma de fogo. Há sinais de tortura, uma delas estava amarrada, inclusive. Então, tudo indica que é o modus operandi das facções criminosas que atuam na região. É uma execução. As características apontam nesse sentido. A gente não pode descartar outras possibilidades, mas a investigação já parte tendo essa hipótese como uma das principais”, declarou o delegado.
A DHPP prossegue com as diligências para apurar a motivação do duplo homicídio e identificar os autores da execução.
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