*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em ato político realizado na noite da última terça-feira, dia 13 de outubro, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), inaugurou a Casa 22, o comitê oficial de campanha do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), na capital. Instalado na sede do Republicanos, no bairro Quilombo, mesmo espaço onde funcionou o comitê de reeleição de Pivetta, o evento reuniu lideranças políticas do estado e marcou a intensificação da mobilização para o segundo turno das Eleições 2026.
Pivetta destacou a importância da vitória da chapa conservadora para o rumo do país e fez um convocatório aos eleitores mato-grossenses.
“Nós, brasileiros, precisamos que o 22 ganhe a eleição. Precisamos que o Flávio Bolsonaro ganhe essa eleição para mudar o Brasil, para tirar o Brasil das amarras do PT. Todos os brasileiros mato-grossenses que querem se juntar conosco para ajudar a derrotar o PT são muito bem-vindos. Estão todos convidados. Todos que querem votar no Flávio Bolsonaro podem fazer dessa casa a sua casa também, que a partir de hoje é a Casa 22”, declarou o governador.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro alcançou 65% da preferência do eleitorado em Mato Grosso. Para a etapa decisiva no dia 25 de outubro, Pivetta estabeleceu a meta de ampliar expressivamente a vantagem no estado.
“Nós vamos fazer o que for possível, dentro da legalidade, para aumentar o percentual de votação. Ele teve 65%. Vamos trabalhar, vamos fazer o possível para que chegue aos 75%”, afirmou Pivetta.
Questionado sobre o risco de queda no comparecimento às urnas, comum em disputas de segundo turno, o governador reforçou que a militância atuar no combate à abstenção e no engajamento dos eleitores que faltaram na primeira votação.
“Nós vamos convidar o nosso povo mato-grossense para ir para as urnas, para fazer como já fez no primeiro turno. Se possível, até os que não foram votar no primeiro turno, nós vamos pedir ao povo mato-grossense que compareça às urnas no dia 25 e ajude a mudar o Brasil”, enfatizou.
CRÍTICAS À SEGURANÇA PÚBLICA E COBRANÇA POR FRONTEIRA COM A BOLÍVIA
Pivetta fez duras críticas à condução da segurança pública pelo Governo Federal, apontando o isolamento do estado na fiscalização da faixa de fronteira internacional com a Bolívia, que possui cerca de 900 quilômetros.
“Nós dependemos do governo central, que tenha a responsabilidade e assuma a fronteira do Brasil com a Bolívia, que são 900 quilômetros que o Estado de Mato Grosso cuida sozinho, sem a presença do Governo Federal. Nós queremos fazer segurança pública de verdade, inseridos numa política nacional de segurança pública, que resolva combater o crime organizado, que resolva decretar guerra a essas facções criminosas, que resolva realmente acabar com essa lambança que é a segurança pública no Brasil”, cobrou o chefe do Executivo estadual.
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