As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 15,17 bilhões em setembro de 2026, correspondendo a 44,1% de todas as vendas externas realizadas pelo país no período. O resultado representa um avanço de 1,9% na comparação com setembro de 2025, quando os embarques do setor movimentaram US$ 14,89 bilhões. Em relação a agosto deste ano, também houve crescimento, de 0,6%. Os dados fazem parte de um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), elaborado com informações dos ministérios responsáveis pelo desenvolvimento econômico, comércio exterior e agricultura.
Exportações do agronegócio crescem e alcançam mais municípios
O levantamento da CNM identificou uma pequena expansão no número de municípios brasileiros que registraram exportações relacionadas ao setor. Em setembro de 2025, foram contabilizados 1.482 municípios com vendas externas, enquanto, no mesmo período de 2026, o total chegou a 1.483. A variação corresponde a um aumento de aproximadamente 0,1%.
A análise considera informações disponibilizadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Os dados permitem acompanhar o desempenho comercial do agronegócio e a participação dos municípios brasileiros nas operações de exportação.
Importações agropecuárias também apresentam crescimento
Além das vendas ao mercado internacional, a CNM analisou a entrada de produtos agropecuários no Brasil. Em setembro, as importações desses itens totalizaram US$ 1,77 bilhão, valor 0,7% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.
Entre os produtos importados, o papel ocupou a primeira posição, com movimentação de US$ 109,80 milhões. O resultado demonstra que, além de exportar uma parcela expressiva de sua produção, o setor também mantém relações comerciais com fornecedores internacionais para atender à demanda interna por diferentes mercadorias.
Acumulado do ano registra US$ 133,60 bilhões em exportações
No acumulado de 2026 até setembro, as exportações do agronegócio somaram US$ 133,60 bilhões. O montante representa crescimento de 5,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
As importações agropecuárias, por sua vez, totalizaram US$ 15,16 bilhões no período, registrando redução de 0,5% na comparação anual. Com a diferença entre os valores exportados e importados, o saldo da balança comercial do agronegócio chegou a US$ 118,44 bilhões.
Outro indicador destacado pela CNM é a participação do setor no comércio exterior brasileiro. Entre janeiro e setembro de 2026, o agronegócio respondeu por 46,9% do valor total das exportações nacionais. O percentual reforça a presença dos produtos agropecuários na composição das receitas obtidas pelo Brasil com as vendas internacionais.
Soja lidera as exportações do agronegócio brasileiro
A soja em grãos permaneceu na primeira posição entre os produtos exportados pelo agronegócio em setembro. As vendas internacionais da commodity alcançaram US$ 3,47 bilhões, representando uma alta de 11,9% em relação ao mesmo mês de 2025.
O produto respondeu por 22,9% do total exportado pelo setor no período. A importância da soja também aparece na distribuição territorial das vendas: o grão foi o principal item da pauta de exportações de 107 municípios brasileiros.
Café verde registra alta nas vendas internacionais
O café verde ocupou a segunda posição entre os produtos do agronegócio com maior valor exportado em setembro. As vendas alcançaram US$ 1,29 bilhão, um crescimento de 8,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
De acordo com os dados apresentados no levantamento, as compras realizadas pelos Estados Unidos tiveram aumento de 108%, contribuindo para o desempenho do produto no mercado internacional.
Milho fica em terceiro lugar, apesar de recuo anual
O milho apareceu na terceira colocação entre os principais produtos exportados pelo agronegócio brasileiro. Em setembro, as vendas externas do cereal movimentaram US$ 1,23 bilhão.
Apesar do resultado, houve uma redução de 17,6% em comparação com setembro de 2025. O desempenho do milho contrastou com os avanços registrados pela soja e pelo café verde no mesmo período.
China permanece como principal destino comercial
A China foi o maior parceiro comercial do agronegócio brasileiro em setembro, com compras que totalizaram US$ 3,69 bilhões. A soja em grãos figurou como o principal produto vendido ao mercado chinês.
Mesmo com a liderança entre os destinos das exportações brasileiras do setor, as vendas de soja para a China apresentaram queda de 24,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado indica uma redução nesse fluxo comercial específico, embora o país asiático tenha permanecido como o principal comprador dos produtos agropecuários brasileiros no período.
A participação chinesa nas operações comerciais evidencia a relevância do mercado asiático para o escoamento da produção nacional. Ao mesmo tempo, os resultados dos demais produtos mostram que diferentes mercadorias contribuem para a composição das receitas obtidas pelo agronegócio no exterior.

