*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagra na manhã desta quinta-feira, dia 8 de outubro, a Operação Fio, uma ação de grande envergadura voltada ao combate ao tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Com desdobramentos em Mato Grosso e no litoral de São Paulo, a operação resultou na prisão de alvos na rede criminosa, incluindo um conhecido profissional da beleza de Cuiabá e o homem que havia escapado ileso de uma tentativa de homicídio em um hotel de Várzea Grande.
Entre os alvos detidos está Elielson Gonçalves Vieira, conhecido como “cabeleireiro das estrelas”. Ele foi surpreendido e preso por equipes policiais na própria residência, localizada em Cuiabá. Esta é a terceira vez que Elielson é preso. Os registros anteriores na ficha criminal também envolvem o crime de tráfico de drogas.
Paralelamente, no litoral paulista, as equipes da operação cumpriram o mandado de prisão contra Hebert Felipe, de 36 anos, localizado e preso no município de Santos (SP) com o apoio estratégico do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo/Santos.
Segundo as investigações da Delegacia Especializada Repressão a Narcóticos (Denarc), Hebert é apontado como o principal fornecedor das substâncias entorpecentes que eram posteriormente revendidas por Elielson em Cuiabá.
As investigações da Denarc aceleraram o desfecho da operação após um episódio ocorrido em agosto deste ano. Hebert Felipe foi o alvo de uma tentativa de homicídio em um hotel em Várzea Grande. Na ocasião, homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos de arma de fogo na tentativa de executá-lo. Embora os tiros tenham alvejado o ambiente, ele não foi atingido, o que motivou a fuga da região metropolitana de Cuiabá e deslocamento para o litoral paulista, onde acabou localizado e preso nesta quinta-feira.
A Operação Fio mobilizou o cumprimento simultâneo de 26 ordens judiciais, abrangendo Cuiabá, Várzea Grande, Mirassol d’Oeste (MT) e o Litoral Sul de São Paulo. Ao todo, foram expedidos 9 mandados de busca e apreensão, 5 mandados de prisão preventiva e 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros e bens.
A investigação revelou que o grupo movimentava recursos expressivos incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. Para dar aparência lícita aos ganhos do tráfico interestadual, a organização utilizava uma rede de pessoas físicas e empresas de fachada para ocultar patrimônio. As medidas de constrição patrimonial determinadas pela Justiça possuem limites individualizados de R$ 300 mil, podendo o bloqueio total alcançar a cifra de R$ 1,4 milhão.
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