*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em uma eleição de chapa única realizada nesta terça-feira, dia 6 de outubro, o vereador Ilde Taques (Podemos) foi eleito por unanimidade como o novo presidente da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027/2028, recebendo os votos dos 27 parlamentares da Casa.
A nova Mesa Diretora é composta também por Eduardo Magalhães (Republicanos), 1º vice-presidente, Maria Avalone (PSDB), 2ª vice-presidente, Adevair Cabral (Solidariedade), 1º secretário e Michelly Alencar (União), 2ª secretária.
Com a posse para o comando do Legislativo, Ilde Taques gerenciará um orçamento robusto. A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027, enviada pelo prefeito Abilio Brunini (PL), prevê um repasse de R$ 117,5 milhões para a Câmara de Cuiabá, o que representa cerca de R$ 5,6 milhões a mais em relação ao valor destinado à Casa neste ano. O montante, contudo, ainda precisa passar pela tramitação e aprovação em plenário, sem data definida para votação.
BASTIDORES INTENSOS E UNANIMIDADE NA RETA FINAL
A unanimidade na votação surpreendeu pelo histórico recente de fortes atritos políticos, sendo classificada pelo próprio presidente eleito como uma das articulações mais complexas da história recente do parlamento municipal.
“Talvez a eleição de Mesa Diretora mais disputada da história da Câmara de Cuiabá, com certeza a maior lição que já tive na política. Quero firmar um pacto pelo povo cuiabano, pacto por seus direitos, por uma saúde digna, por uma educação de qualidade. Um pacto para uma Cuiabá mais justa. Para isso, precisamos de uma Câmara forte, independente, harmônica e transparente, guiada unicamente pelo interesse do povo”, declarou Ilde Taques.
O cenário de consenso foi precedido por meses de intensa disputa nos bastidores. A movimentação ganhou força política definitiva após a atual presidente, Paula Calil (PL), enfrentar forte resistência de vereadores ao tentar articular uma mudança no Regimento Interno para viabilizar a própria reeleição. Como as normas internas da Casa vedam a recondução ao cargo na mesma legislatura, a tentativa não prosperou.
Diante do impasse, o grupo ligado a Paula Calil articulou uma candidatura alternativa com o apoio do vereador Dilemário Alencar (União) e de Mário Nadaf (PV) como vice, reunindo inicialmente 13 votos. No entanto, o nome de Dilemário encontrou barreIRAS, abrindo espaço para que Ilde Taques ampliasse a base de sustentação.
Na véspera do pleito, com o recuo de Dilemário e a decisão do grupo do prefeito Abilio Brunini de não lançar candidatura própria, os parlamentares foram liberados para consolidar o apoio em torno de Ilde, selando a chapa única e unânime.

