*Sêmia Mauad/ Opinião MT
As eleições gerais deste domingo, dia 4 de outubro, definiram a nova bancada de deputados federais que representará Mato Grosso na Câmara dos Deputados a partir de 2027.
O pleito registrou uma taxa de 50% de renovação em relação à composição anterior, com quatro dos oito parlamentares da legislatura passada conseguindo renovar os mandatos.
O grande destaque foi o Partido Liberal (PL), que formará a maior bancada mato-grossense em Brasília ao eleger três parlamentares, impulsionado por uma marca expressiva nas urnas.
VOTAÇÃO HISTÓRICA DA CORONEL FERNANDA E O TRIO DO PL
A deputada Coronel Fernanda registrou uma votação histórica, ultrapassando a marca de 205 mil votos para garantir a reeleição e se consolidar como um dos principais nomes da política estadual. Na sequência, o Coronel Assis também assegurou novo mandato com mais de 128 mil votos.
Completando o trio do partido, Thiago Boava Hey Roy, viúvo da ex-deputada federal Amália Barros, foi eleito com mais de 72 mil votos, contando com o forte apoio político da ex-primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro.
FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA
A segunda maior força na bancada federal mato-grossense veio da Federação União Progressista, que conquistou duas vagas. O deputado Fábio Garcia garantiu a reeleição, acompanhado pela ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. Juntos, os dois candidatos ligados ao recém-eleito senador Mauro Mendes (União) somaram mais de 240 mil votos.
RETORNO DE ROSA NEIDE E DEMAIS CADEIRAS
A ex-deputada Professora Rosa Neide (Federação PT/PCdoB/PV), obteve a segunda maior votação individual do estado ao somar mais de 140 mil votos, garantindo o retorno à Câmara dos Deputados.
A lista oficial dos oito federais eleitos por Mato Grosso conta ainda com Juarez Costa (Republicanos) e o Coronel Roveri (Podemos).
BAIXAS E DERROTAS NA DISPUTA
O pleito também foi marcado por baixas expressivas de nomes tradicionais e parlamentares em exercício. O ex-deputado federal Nilson Leitão (PP), que disputou pela Federação União Progressista e obteve mais de 61 mil votos, não conseguiu retornar ao cargo, uma vez que a coligação não atingiu o quociente eleitoral necessário para garantir uma terceira vaga.
Além dele, os deputados federais Emanuelzinho (PSD), Rodrigo da Zaeli (PL) e Nelson Barbudo (Podemos) também ficaram de fora e não conseguiram renovar os mandatos nas urnas.

