*Sêmia Mauad/ Opinião MT
As eleições gerais encerradas neste domingo, dia 4 de outubro, marcaram uma reviravolta no cenário político mato-grossense com a derrota nas urnas da deputada estadual Janaina Riva (MDB) na disputa pelo Senado Federal e o revés de Jessica Riva na tentativa de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Com os resultados consolidados pelo pleito, a família Riva ficará sem nenhum representante com mandato eletivo em Mato Grosso a partir de fevereiro de 2027, encerrando uma sequência ininterrupta de 32 anos de forte influência no Poder Legislativo estadual.
A trajetória do sobrenome Riva na política institucional de Mato Grosso teve início em 1994, quando José Geraldo Riva conquistou a primeira eleição como deputado estadual. A partir de então, construiu uma longa e influente carreira na Assembleia Legislativa, exercendo sucessivos mandatos e ocupando por diversas vezes cargos de destaque na Mesa Diretora, incluindo a presidência da Casa de Leis.
A continuidade da hegemonia política da família ocorreu com a transição para a nova geração. Em 2014, Janaina Riva foi eleita deputada estadual pela primeira vez, renovando o mandato com expressivas votações nos pleitos de 2018 e 2022.
Neste ano de 2026, optando por uma candidatura majoritária, Janaina disputou uma das vagas em disputa para o Senado Federal, mas acabou superada na contagem dos votos válidos, interrompendo a sequência de três mandatos consecutivos na ALMT.
Na tentativa de manter o legado da família no parlamento estadual, Jessica Riva também colocou o nome à disposição do eleitorado na disputa por uma vaga de deputada estadual. No entanto, assim como a irmã, não obteve votos suficientes para garantir assento no Legislativo.

