*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, efetuou a prisão em flagrante de Bruna Kauanny Cardoso Sales, de 24 anos, na última terça-feira, dia 29 de setembro.

A suspeita, que não possui antecedentes criminais, é apontada pelas investigações como peça-chave na logística do violento assalto e sessões de tortura sofridos pelo vereador Wesley Cláudio (Novo), a esposa dele e os dois filhos.
Com a suspeita, os policiais apreenderam R$ 17 mil em espécie, uma aliança pertencente a uma das vítimas, dois capacetes e 15 munições de calibre .40, materiais que agora passam por exames periciais para subsidiar a continuação do inquérito.
O avanço das investigações permitiu mapear a rede de apoio que garantiu a retaguarda dos executores. Bruna Kauanny é acusada de ter participado ativamente da logística da ação criminosa, disponibilizando o veículo utilizado pelo grupo e recebendo parte do dinheiro e dos objetos subtraídos da casa do parlamentar.
Após a formalização da prisão na Derf, a mulher foi autuada em flagrante pelos crimes de roubo majorado e tortura. As equipes policiais já identificaram outros coautores do crime, incluindo um homem de 20 anos que se encontra foragido e é alvo de mandados de busca e captura.
A prisão ocorreu no mesmo dia em que o vereador Wesley Cláudio e a esposa, Fabiula Moreira, receberam alta hospitalar e prestaram depoimento oficial à Polícia Civil sobre os momentos de terror vividos pela família.
O casal sofreu lesões graves durante o assalto. Wesley precisou de atendimento médico devido a um corte profundo na orelha direita e a um ferimento na cabeça provocado por uma coronhada. Já Fabiula foi alvo de agressões físicas, incluindo duas tentativas de enforcamento e contusões na região dos olhos. Os dois filhos do casal, de 18 e 9 anos, também foram agredidos e ameaçados de mutilação durante o cárcere privado.
RELEMBRE O CASO
O crime teve início por volta da meia-noite da última segunda-feira, dia 28 de setembro, estendendo-se por quase quatro horas na residência da família, após os criminosos monitorarem o parlamentar por cerca de três dias. Motivados pela falsa premissa de que o vereador guardava R$ 1 milhão em espécie em casa para fins eleitorais, os invasores submeteram as vítimas a requintes de crueldade física e psicológica.
Durante a ação, os criminosos realizaram uma chamada de vídeo com cúmplices que orientavam as agressões à distância para forçar a entrega do dinheiro inexistente. Diante da impossibilidade de localizar a quantia exigida, o grupo fugiu levando R$ 42 mil em espécie, sendo R$ 38 mil da residência e R$ 4 mil do veículo da família, além de celulares, bijuterias e alianças, trancando as vítimas amarradas em um dos cômodos antes de escapar.
As investigações seguem pela Derf de Rondonópolis para localizar e prender todos os demais envolvidos na invasão e na coordenação do crime.

