*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) se reúne nesta sexta-feira, dia 25 de setembro, para decidir se existem elementos suficientes para dar início a uma investigação formal sobre a conduta do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O caso veio à tona após representação protocolada por parlamentares do Partido Novo, que questionam a atuação de Gonet em procedimentos no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o Banco Master e o ex-dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.
A representação apresentada pela legenda cobra o afastamento cautelar de Gonet do caso para que a Subprocuradoria-Geral da República assuma a função, além de questionar se o chefe do MPF deveria ter se declarado impedido ou suspeito nas frentes que envolvem o banco e executivos.
MENSAGENS DA POLÍCIA FEDERAL E O ELO COM O EX-BANQUEIRO
A ofensiva institucional e o escândalo ganharam força após a revelação de diálogos extraídos de relatórios da Polícia Federal a partir do celular de Daniel Vorcaro. As conversas indicam que o advogado Ciro Soares, defensor do Banco Master, teria atuado diretamente como intermediário em contatos entre o ex-banqueiro e o procurador-geral entre os anos de 2024 e 2025.
De acordo com o material colhido pelos investigadores, em março de 2025, o advogado enviou a Vorcaro uma foto ao lado de Paulo Gonet, acompanhada da mensagem de que o procurador-geral estaria com o desejo de conversar com ele. Registros de chamadas telefônicas entre os envolvidos, incluindo uma ligação com duração de três minutos e 49 segundos, também passaram a integrar o escrutínio do Conselho.
Outros trechos revelados nos autos apontam que mensagens continham expressões de apoio e proximidade direcionadas aos interlocutores ligados ao esquema. Além das conversas digitais, veio à tona uma imagem divulgada pelo jornal O Globo que flagrou Gonet e Vorcaro juntos em um evento jurídico patrocinado pelo Banco Master em Londres, realizado em abril de 2024.
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