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Leia: Polícia Civil desarticula esquema de lavagem de dinheiro do tráfico e golpes virtuais com fachada de distribuição de alimentos em MT e GO
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23 de setembro de 2026 19:03

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OpiniãoMT > Blog > Polícia > Polícia Civil desarticula esquema de lavagem de dinheiro do tráfico e golpes virtuais com fachada de distribuição de alimentos em MT e GO
Polícia

Polícia Civil desarticula esquema de lavagem de dinheiro do tráfico e golpes virtuais com fachada de distribuição de alimentos em MT e GO

Jornalista Mauad
Publicado em: 23 de setembro de 2026
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3 Minutos de Leitura
Foto: Polícia
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Em uma ofensiva integrada realizada nesta quarta-feira, dia 23 de setembro, a Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Janus, voltada a desarticular um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas e de golpes virtuais.

A ação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), com o apoio estratégico da Delegacia Regional de Rondonópolis, da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Polícia Civil do Estado de Goiás.

Ao todo, foram expedidas e cumpridas 14 ordens judiciais, sendo 11 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens móveis e imóveis, distribuídas entre os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis (MT) e Goiânia (GO).

MODUS OPERANDI: FACHADA DE ALIMENTOS E CESTAS BÁSICAS

De acordo com as investigações da GCCO/Draco, o núcleo criminoso utilizava empresas formalmente constituídas nos ramos de comércio de alimentos e distribuição de cestas básicas para conferir aparência de legalidade ao dinheiro ilícito.

Os valores obtidos por meio de crimes como o tráfico de drogas e fraudes virtuais eram injetados no fluxo financeiro dessas empresas, passando por complexas operações comerciais para ocultar a verdadeira origem dos recursos.

As apurações financeiras revelaram um volume de dinheiro incompatível com a capacidade econômica declarada pelos investigados. Uma das empresas-alvo, sediada em Várzea Grande, movimentou R$ 13,2 milhões ao longo de quatro anos. No levantamento patrimonial individual, os investigadores identificaram que uma das mulheres investigadas movimentou valores superiores a R$ 36 milhões, enquanto outro alvo registrou a movimentação de mais de R$ 4,7 milhões.

CESTAS BÁSICAS COMO FERRAMENTE DE EXPANSÃO TERRITORIAL DA FACÇÃO

Um dos pontos centrais revelados pela investigação foi a utilização das cestas básicas não apenas na fachada contábil, mas como estratégia de assistencialismo criminoso. Os mantimentos eram distribuídos por integrantes da facção com o objetivo de ampliar a influência do grupo e fortalecer a presença territorial em comunidades vulneráveis.

A polícia apontou que um dos investigados era o principal responsável pela logística dessa distribuição, usando o suposto braço social para blindar a organização e angariar apoio popular nas áreas dominadas.

SEQUESTRO DE BENS E CONTINUIDADE DAS INVESTIGAÇÕES

Com o avanço da operação e o cerco ao patrimônio do grupo, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens ligados aos lucros do crime, incluindo imóveis em Goiânia e veículos de luxo. Várias pessoas apontadas como articuladoras do esquema de lavagem e do suporte logístico foram alvos das medidas cautelares desta quarta-feira.

A Operação Janus segue em andamento para a análise do material apreendido e a eventual responsabilização de outros envolvidos na rede criminosa interestadual.

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