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Leia: “Piada de mau gosto”, dispara filha de empresária assassinada; ela critica uso de dinheiro público em tratamento psiquiátrico de acusado de feminicídio
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26 de outubro de 2026 14:29

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OpiniãoMT > Blog > Violência contra a Mulher > “Piada de mau gosto”, dispara filha de empresária assassinada; ela critica uso de dinheiro público em tratamento psiquiátrico de acusado de feminicídio
Violência contra a Mulher

“Piada de mau gosto”, dispara filha de empresária assassinada; ela critica uso de dinheiro público em tratamento psiquiátrico de acusado de feminicídio

Jornalista Mauad
Publicado em: 8 de setembro de 2026
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5 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Em publicações feitas nas redes sociais no último domingo, dia 6 de setembro, a biomédica Caroline Fernandes, filha da empresária Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, classificou como uma “piada de mau gosto” o gasto de mais de R$ 200 mil dos cofres públicos com o tratamento psiquiátrico do padrasto e réu confesso, o engenheiro agrônomo Daniel Bennemann Frasson, de 36 anos.

O desabafo da filha ocorreu logo após o advogado Rodrigo Pouso Miranda, que atua como assistente de acusação representando a família, divulgar trechos inéditos de câmeras de segurança que mostram a dinâmica do crime ocorrido em Lucas do Rio Verde.

Caroline Fernandes questionou duramente a narrativa de insanidade mental sustentada pela defesa do agressor, apontando indícios claros de lucidez e premeditação capturados nas imagens da residência.

“Dinheiro de cofre público sendo usado para bancar colônia de férias de criminoso é, no mínimo, piada de mau gosto. Mais de R$ 200.000,00 do Estado gastos com tratamento de alguém com uma esquizofrenia tanto quanto seletiva?”, escreveu a biomédica.

No texto, Caroline detalhou a frieza dos atos do acusado com base nas evidências.

“Confere o corredor para ver se as vítimas seguem dormindo; escolhe a arma do crime; lembra da existência de uma câmera de segurança e mexe nela na tentativa de desligá-la; anda em círculos tomando coragem. Senta na cama, acorda-a, pede desculpas, abraça e desfere 4 facadas nas costas e outras 4 no peito. E em seguida vai direto onde deixou o telefone, desbloqueia e manda mensagem para o irmão”, pontuou, refutando a tese de que Daniel não tinha consciência dos atos e lembrando que, inicialmente, ele chegou a relatar detalhes do crime antes de alegar perda de memória.

Encerrando o desabafo, a filha da empresária cobrou igualdade no tratamento penal.

“Se no hospital público não há vagas, resta 1 alternativa: trate no presídio assim como todos os outros detentos. Ou esse é especial?”.

Foto: Reprodução

NOVAS IMAGENS AFASTAM TESE DE SURTO, APONTA A ACUSAÇÃO

A repercussão nas redes sociais acompanhou a divulgação feita pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, que usou o Instagram para expor as gravações de segurança. Para a acusação, as imagens desmentem categoricamente a alegação de surto repentino ou depressão profunda incapacitante.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”, afirmou o advogado.

O material revela que os dias anteriores ao crime foram marcados por tensões financeiras e discussões sobre itens como uma antena Starlink, uma botina e valores em dinheiro. O inquérito também aponta que Daniel mantinha anotações de montantes que considerava devidos por Gleici e demonstrava forte incômodo com o crescimento profissional da esposa, que estava prestes a lançar uma nova marca.

Apesar de ter uma consulta psiquiátrica agendada para as 15h do dia 24 de junho de 2025, para a qual o engenheiro havia concordado em ir, o crime foi cometido nas primeiras horas daquele mesmo dia, por volta das 6h55, após ele alegar à esposa que havia “perdido um milhão”.

DISPUTA JUDICIAL SOBRE SANIDADE E CUSTOS AOS COFRES PÚBLICOS

A internação de Daniel em um centro psicossocial em Cuiabá, viabilizada por familiares após a interdição, gerou forte desgaste pelo montante superior a R$ 200 mil custeado pelo Estado. Paralelamente, no processo de inventário, o acusado tentou reivindicar metade dos bens e aluguéis deixados por Gleici.

RELEMBRE O CASO

Gleici Keli Geraldo de Souza foi assassinada a com 21 facadas enquanto dormia, no dia 24 de junho de 2025, na residência em Lucas do Rio Verde. Na mesma ocasião, Daniel atacou a filha de 7 anos do casal, atingindo-a com sete golpes de faca. A criança sobreviveu após passar por tratamento intensivo em UTI.

 

 

VEJA VÍDEO

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