*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A passagem do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) por Mato Grosso na última segunda-feira, dia 31 de agosto, foi marcada por forte movimentação política e evidenciou um distanciamento nos bastidores do partido no estado. O senador e candidato ao Governo pelo PL, Wellington Fagundes, não foi convidado para participar dos compromissos centrais da visita.
A agenda do presidenciável foi organizada pelo candidato ao Senado José Medeiros (PL) e pelo empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso. A ausência de Wellington Fagundes nos eventos principais foi interpretada como um sinal de distanciamento entre o candidato ao Governo e o núcleo que comanda a campanha no estado.
Ao tomar conhecimento da programação, Wellington Fagundes alterou a rota e embarcou para Campo Novo do Parecis para tentar contornar a situação. A movimentação ocorreu logo após o presidenciável participar de uma visita ao território indígena do povo Haliti-Paresi, em Campo Novo do Parecis, onde conheceu a produção agrícola de 12 comunidades locais. Na ocasião, Flávio esteve acompanhado por Medeiros, Balbinotti e pelo candidato a deputado federal Thiago Boava (PL), além do ex-senador Cidinho Santos (PP) e de lideranças da região.
Apesar de inicialmente ficar de fora, Wellington conseguiu encontrar o presidenciável posteriormente e gravou uma participação rápida ao seu lado.
Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que Wellington Fagundes fica de fora de uma agenda ligada ao comando da campanha presidencial do PL no estado. No dia 21 de agosto, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, participou de um almoço com cerca de 50 empresários e lideranças políticas em Cuiabá. O encontro, articulado por Odílio Balbinotti, teve como objetivo principal aproximar o setor do agronegócio da campanha presidencial.

