Ao utilizar o nosso site, Você concorda com a nossa Politica de Privacidade e com os nossos Termos de Uso.
Concordo
OpiniãoMTOpiniãoMTOpiniãoMT
  • Início
  • Artigos
  • Brasil
  • Cuiabá
  • Curiosidades
  • Diversão e Arte
  • Economia
  • Polícia
  • Política
  • Nosso PolCast
Leia: China amplia produção interna de alimentos e reduzirá exportações brasileiras
Compartilhar
Notification
OpiniãoMTOpiniãoMT
  • Brasil
  • Cuiabá
  • Curiosidades
  • Diversão e Arte
  • Economia
  • Polícia
  • Política
  • Tech
  • Nosso PolCast
Siga-nos
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos de Uso
© 2024 OpiniãoMT. Todos os Direitos Reservados.
Destaques
Lula sanciona lei que perdoa dívidas de MEIs e amplia faturamento
Justiça torna 12 pessoas rés por queda de avião da Voepass que matou 62 pessoas
Malha fina: Receita Federal notifica 498,5 mil contribuintes
Dengue: cerca de 1,8 mil cidades brasileiras estão em alerta
Depoimento de vereador revela bastidores de suposta propina de R$ 500 mil pelo DAE e R$ 100 mil em sacola em Várzea Grande (MT)

21 de outubro de 2026 21:24

Ad image
OpiniãoMT > Blog > Agronegócio > China amplia produção interna de alimentos e reduzirá exportações brasileiras
Agronegócio

China amplia produção interna de alimentos e reduzirá exportações brasileiras

China busca ampliar a produção de alimentos e reduzir importações, movimento que pode afetar as exportações brasileiras de soja, milho e carne.

Redação OPMT
Publicado em: 15 de agosto de 2026
Compartilhar
7 Minutos de Leitura
China amplia produção interna de alimentos e reduzirá exportações brasileiras
Compartilhar

A China está reforçando sua estratégia para ampliar a produção doméstica de alimentos e diminuir a dependência de fornecedores estrangeiros. As diretrizes fazem parte do 15º Plano Quinquenal, que estabelece metas para o período entre 2026 e 2030 e prevê avanços na produção agrícola, no uso de tecnologia e na autossuficiência alimentar. A mudança pode trazer impactos para países que possuem forte participação no fornecimento de produtos ao mercado chinês, entre eles o Brasil.

China busca aumentar a autossuficiência alimentar

A segurança alimentar ocupa posição estratégica nas políticas de longo prazo do governo chinês. O novo planejamento estabelece objetivos para elevar a produção de grãos, ampliar a utilização de tecnologias no campo e reduzir a necessidade de importação de determinados produtos utilizados na alimentação humana e animal.

Entre as metas está o aumento da produção anual de grãos para 725 milhões de toneladas até 2030. Em 2025, a colheita chinesa ficou próxima de 715 milhões de toneladas.

O plano também prevê elevar de 64% para 67% a participação da ciência e da tecnologia no desenvolvimento agrícola. A intenção é aumentar a produtividade das áreas atualmente utilizadas, sem depender necessariamente da expansão das terras cultivadas.

Limitações territoriais e hídricas

Apesar de possuir uma extensão territorial superior à brasileira, a China conta com uma disponibilidade relativamente limitada de áreas apropriadas para a agricultura. Grandes porções do território são compostas por regiões montanhosas, áridas ou desérticas.

A disponibilidade de água também representa uma restrição para o setor agrícola. O país concentra menos de 5% da água doce existente no planeta. Diante dessas condições, o aumento da produtividade aparece como um dos principais caminhos para ampliar a oferta interna de alimentos.

Entre as estratégias estão investimentos em melhoramento genético, desenvolvimento de sementes, mecanização e outras tecnologias capazes de elevar a produção por hectare.

China pretende reduzir dependência de soja importada

A soja está entre os produtos que merecem atenção dentro dessa estratégia. A China importou quase 112 milhões de toneladas do grão no ano passado, volume considerado recorde. Mais de 70% dessas compras tiveram origem no Brasil.

A produção chinesa representa aproximadamente 20% da demanda doméstica, o que demonstra a elevada dependência do mercado externo para atender ao consumo de soja.

Uma das metas estabelecidas pelo governo é reduzir a participação do farelo de soja na composição da alimentação animal. O objetivo é passar de aproximadamente 14% para menos de 10% até 2030.

O país também vem ampliando investimentos em pesquisas agrícolas e melhoramento genético. O desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas passou a receber maior atenção como alternativa para elevar a produtividade sem aumentar proporcionalmente a área cultivada ou a utilização de recursos hídricos.

Impactos para o Brasil no mercado de milho

A estratégia chinesa já produz reflexos sobre as exportações brasileiras de milho. Uma safra recorde registrada pela China contribuiu para a redução das compras externas do cereal.

As importações chinesas de milho passaram de aproximadamente 8,4 milhões de toneladas em 2024 para menos de 4 milhões de toneladas em 2025.

Com a diminuição da demanda, o valor das exportações brasileiras de milho para a China recuou 20,8% no ano passado, conforme dados do Ministério da Agricultura.

O movimento mostra como o aumento da produção doméstica chinesa pode modificar o fluxo internacional de commodities agrícolas. Quando a produção local cresce, a necessidade de aquisição de produtos estrangeiros tende a diminuir.

Carne bovina também entra no cenário

A política de maior autossuficiência não se limita aos grãos. A China estabeleceu objetivos específicos para aumentar a produção doméstica de proteínas animais.

O planejamento prevê alcançar 85% de autossuficiência na produção de carne bovina e ovina. Para o leite, a meta estabelecida é chegar a 70%.

Além disso, medidas comerciais adotadas pelo governo chinês passaram a afetar fornecedores estrangeiros de carne bovina, incluindo o Brasil.

Em janeiro, foi estabelecida uma sobretaxa de 55% sobre as importações de carne bovina brasileira que ultrapassassem uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas. Segundo levantamento citado no material original, esse limite já havia sido alcançado em julho.

Dependência do mercado chinês preocupa exportadores brasileiros

O Brasil possui forte participação no comércio internacional de produtos agropecuários e tem na China um dos seus principais destinos. A situação é particularmente relevante para a carne bovina.

Atualmente, aproximadamente metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil tem como destino o mercado chinês. Por isso, qualquer redução significativa nas compras ou alteração nas condições de acesso ao mercado pode afetar as empresas e produtores que dependem desse fluxo comercial.

No caso da soja, a relação também é expressiva. A participação brasileira nas importações chinesas do produto supera 70%, colocando o país em uma posição de destaque no abastecimento do mercado asiático.

Ao mesmo tempo, a estratégia chinesa indica que Pequim pretende reduzir gradualmente vulnerabilidades relacionadas à dependência de fornecedores estrangeiros.

Brasil busca ampliar destinos das exportações

Diante das mudanças no mercado internacional, uma das estratégias apontadas para o Brasil é ampliar a quantidade de países compradores de seus produtos agropecuários.

Segundo o consultor Theo Paul Santana, o Brasil abriu mais de 200 novos mercados somente em 2025, incluindo quase 20 destinados à carne bovina.

A diversificação pode ampliar as alternativas para produtores e exportadores brasileiros diante de eventuais oscilações na demanda chinesa. Entretanto, substituir rapidamente o volume adquirido pela China representa um desafio, especialmente no setor de carnes.

O mercado chinês possui grande escala e absorve uma parcela significativa da produção brasileira destinada à exportação. Por esse motivo, a abertura de novos destinos não significa necessariamente uma substituição imediata das compras chinesas.

Compartilhe este Conteúdo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Copy Link Print

Você também vai gostar de ver

Frigoríficos de Mato Grosso do Sul interrompem exportações de carne aos EUA após tarifa de 50% anunciada pelo governo norte-americano.
Agronegócio

Frigoríficos de MS suspendem exportações de carne aos EUA após tarifa imposta por Trump

15 de julho de 2025
Mato Grosso se torna o segundo maior produtor de etanol do país
Agronegócio

Mato Grosso se torna o segundo maior produtor de etanol do país

26 de abril de 2024
China avalia comprar mais soja dos EUA e põe em risco as vendas do Brasil
Agronegócio

China avalia comprar mais soja dos EUA e põe em risco as vendas do Brasil

25 de agosto de 2025
Ministério da Agricultura investiga casos de gripe aviária em mais cinco estados
Agronegócio

Ministério da Agricultura investiga casos de gripe aviária em mais cinco estados

19 de maio de 2025
OpiniãoMT
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos de Uso
Facebook Twitter Youtube Instagram Rss
Receba Novidades
© 2025 OpiniãoMT. Todos os Direitos Reservados. Site Desenvolvido por Fábrica de Artigos.
Bem vindo ao Opinião MT!

Faça login em sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?