*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta segunda-feira, dia 10 de agosto de 2026, a terceira fase da Operação Véu de Ísis, intensificando as investigações sobre a execução da jovem Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos.

O principal alvo da nova etapa foi o vereador de Poxoréu, Túlio César (Republicanos), que teve um novo mandado de prisão preventiva cumprido contra si.
Nesta terceira fase, a operação mobilizou equipes policiais para o cumprimento de cinco ordens judiciais, sendo três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. As diligências foram executadas de forma simultânea em municípios estratégicos do estado, Poxoréu, Rondonópolis e Cuiabá.
A ação busca consolidar o conjunto probatório sobre a rede criminosa apontada como responsável pelo planejamento e execução do homicídio ocorrido há três meses.
RELEMBRE O CRIME: A EXECUÇÃO NA BOATE
O assassinato de Lavínia Gabrielly Guimarães Coutinho aconteceu na madrugada do dia 10 de maio de 2026. De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Poxoréu, a vítima encontrava-se no interior de uma casa noturna situada às margens da Rodovia MT-130, no município de Poxoréu.
Na ocasião, um indivíduo armado invadiu o estabelecimento comercial e efetuou diversos disparos de arma de fogo diretamente contra a jovem. Devido à gravidade dos ferimentos, Lavínia não resistiu e morreu ainda no local do crime.
O inquérito policial aponta que o homicídio teve motivação torpe, sendo ordenado por uma facção criminosa instalada na região como um ato de retaliação extrema.
A apuração revelou que a mãe da vítima mantinha uma relação de trabalho com a base da Polícia Militar local, e Lavignia supostamente a auxiliava em algumas atividades rotineiras. Essa suposta proximidade com as forças de segurança foi interpretada pelos criminosos como uma atuação de “informante”, servindo de pretexto para que a facção decretasse e executasse a morte da jovem.
ENVOLVIMENTO DO PARLAMENTAR E DESDOBRAMENTOS
O vereador Túlio César já havia sido alvo de medidas cautelares em fases anteriores da investigação, como na Operação Elo Oculto, sob a suspeita de envolvimento direto com a rede que viabilizou o assassinato.
Com o avanço das apurações, novos elementos colhidos pela Polícia Civil fundamentaram a representação por sua prisão preventiva nesta nova fase.

