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2 de outubro de 2026 10:29

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OpiniãoMT > Blog > Brasília > PF aciona AGU contra ações de Mendonça que investigam Lulinha
Brasília

PF aciona AGU contra ações de Mendonça que investigam Lulinha

PF aciona AGU contra decisões de André Mendonça sobre investigação de fraudes no INSS, que também apura possível ligação de Lulinha com investigado.

Redação OPMT
Publicado em: 30 de julho de 2026
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6 Minutos de Leitura
PF aciona AGU contra ações de Mendonça que investigam Lulinha
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A Polícia Federal (PF) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para avaliar medidas judiciais contra determinações do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas à investigação das fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A apuração faz parte da Operação Sem Desconto e também analisa uma possível relação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, com um dos investigados no caso.

PF questiona medidas determinadas por André Mendonça

A controvérsia envolve decisões tomadas por André Mendonça no âmbito do inquérito que acompanha as investigações sobre os descontos realizados de forma irregular em aposentadorias e pensões do INSS.

Entre as determinações estabelecidas pelo ministro está a exigência de que todos os atos produzidos durante a investigação sejam encaminhados e incorporados ao processo que tramita sob sua relatoria no STF.

Mendonça também estabeleceu que qualquer mudança envolvendo integrantes da equipe policial responsável pelo caso, incluindo eventual afastamento de agentes, deverá ser comunicada previamente ao gabinete do ministro.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, integrantes da cúpula da Polícia Federal avaliam que essas medidas ampliam o grau de acompanhamento do STF sobre a condução das diligências realizadas pela corporação.

Prazo para análise de material apreendido

Outra decisão determinou que a PF apresentasse, em um período de 60 dias, a conclusão da análise dos materiais recolhidos durante a Operação Sem Desconto.

A corporação, entretanto, informou que o prazo estabelecido não seria suficiente para finalizar todo o trabalho. Entre as justificativas apresentadas está a limitação do efetivo disponível para examinar a quantidade de documentos e outros elementos obtidos durante a operação.

Diante desse cenário, a PF busca junto à AGU alternativas jurídicas para contestar ou revisar as determinações consideradas incompatíveis com a dinâmica da investigação.

PF apura possível participação de Lulinha em negócios

Paralelamente à discussão sobre a condução do inquérito, a PF investiga uma possível ligação de Fábio Luís Lula da Silva com Antônio Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, um dos nomes investigados no caso.

Em documento encaminhado ao ministro André Mendonça, os investigadores afirmaram que o nome de Lulinha surgiu em diferentes conjuntos de informações obtidos durante o avanço das apurações sobre o esquema de descontos indevidos.

A investigação procura esclarecer se Fábio Luís Lula da Silva teria mantido uma participação indireta em negócios relacionados a Antônio Camilo. Uma das hipóteses analisadas pelos investigadores é a existência de uma sociedade não formalizada diretamente entre os dois.

Empresária é apontada como possível elo

Segundo a PF, a empresária Roberta Luchsinger aparece nas informações analisadas como uma possível intermediária entre Lulinha e Antônio Camilo.

A partir dessa relação, os investigadores passaram a verificar a hipótese de que Fábio Luís Lula da Silva pudesse ter exercido uma função de sócio oculto em negócios ligados ao empresário conhecido como “Careca do INSS”.

A menção ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorre, portanto, dentro de uma linha investigativa que ainda busca esclarecer a natureza das relações comerciais e pessoais entre os envolvidos.

Até o momento, a apuração trabalha com hipóteses que precisam ser verificadas pelos investigadores. A identificação de uma pessoa em documentos ou informações coletadas durante uma investigação não significa, por si só, comprovação de participação em irregularidades.

Deputado pede informações ao Ministério da Justiça

As decisões relacionadas à Operação Sem Desconto também passaram a ser questionadas no Congresso Nacional.

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que exerceu a função de relator da CPMI do INSS, apresentou um requerimento de informações direcionado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

O parlamentar solicitou esclarecimentos sobre as medidas adotadas pelo Ministério da Justiça e pela direção da Polícia Federal diante das dificuldades relatadas pela equipe responsável pela investigação.

Entre os pontos que deverão ser esclarecidos está a existência de providências administrativas destinadas a ampliar o efetivo envolvido na análise dos materiais apreendidos durante a operação.

Questionamentos envolvem estrutura da investigação

A iniciativa também busca obter informações sobre as ações adotadas para impedir que a falta de pessoal comprometa o andamento da análise dos elementos reunidos pelos investigadores.

O volume de materiais apreendidos durante operações policiais pode exigir equipes especializadas e tempo para processamento, especialmente quando envolve documentos, registros financeiros e dados obtidos de dispositivos eletrônicos.

No caso da Operação Sem Desconto, a análise desse material é considerada parte importante da apuração conduzida pela PF para identificar a extensão das irregularidades envolvendo descontos em benefícios previdenciários.

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