*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O deputado estadual Júlio Campos (União), irmão do senador Jayme Campos, defendeu a candidatura própria como uma estratégia de sobrevivência e fortalecimento do partido na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
“Nós necessitamos da candidatura própria ao Governo para continuarmos tendo pelo menos três a quatro deputados nesta Casa; caso contrário, a nossa bancada poderá ser reduzida a dois deputados”, argumentou o parlamentar.
O diretório estadual do União Brasil em Mato Grosso oficializou a antecipação da convenção partidária, que definirá as estratégias para as eleições de 2026.
O evento, originalmente marcado para o dia 4 de agosto, foi remarcado para o próximo dia 30 de julho, na sede da sigla em Cuiabá, das 15h às 17h.
A mudança foi definida após uma reunião na última segunda-feira, dia 5 de julho, entre o presidente da legenda, o ex-governador Mauro Mendes, e o senador Jayme Campos.
A antecipação, que coloca a convenção bem antes do prazo limite estipulado pela Justiça Eleitoral, atendeu a um pedido direto do senador Jayme Campos. O movimento ocorre em meio a um impasse sobre a sucessão estadual, já que o senador manifesta interesse em disputar o Palácio Paiaguás, enquanto Mauro Mendes tem declarado apoio à pré-candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos).
Júlio Campos demonstrou otimismo quanto à decisão interna, acreditando que a tese de candidatura própria conta com maioria absoluta dentro do diretório, projetando cerca de 35 votos entre os 50 integrantes.
Diante das divergências internas, especialmente em relação ao apoio de Mauro Mendes a Otaviano Pivetta, o deputado propôs uma política de “liberdade” para evitar uma ruptura formal dentro da sigla.
“Há um pré-entendimento que, caso esse grupo de possíveis dissidentes da candidatura de Jayme Campos queira apoiar o candidato republicano Otaviano Pivetta, que não tenha nenhum problema. Será liberado. O próprio ex-governador Mauro Mendes, que é nosso pré-candidato ao Senado, já tem assegurado a ele a liberdade para apoiar o seu amigo, Pivetta. Não há nenhum problema”, afirmou Júlio.
Um ponto sensível na equação é a federação com o Partido Progressista (PP), que já sinalizou apoio a Pivetta. Contudo, o deputado estadual acredita que não haverá obstáculos caso a convenção do União Brasil opte pelo lançamento de Jayme Campos.
“Antes de chegar no racha do União Brasil, nós temos que submeter a apreciação do resultado da convenção ao Partido Progressista. Foi confirmado que, caso o União Brasil defenda a candidatura própria, não terá nenhuma contestação por parte dos progressistas. Não teria nenhuma dificuldade a federação também aceitar esse resultado”, assegurou Júlio Campos.
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