*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), sinalizou de forma clara os rumos políticos do partido para a disputa majoritária ao Palácio Paiaguás. Durante uma declaração que movimentou os bastidores políticos na última terça-feira, dia 23 de junho, Russi apontou que a legenda caminha para consolidar o apoio à candidatura do atual governador, Otaviano Pivetta, ao Governo do Estado.
A fala ocorreu durante o evento de lançamento da pré-campanha de Mauro e Virginia Mendes ao Senado e à Câmara Federal, pelo União Brasil.
Ao ser questionado sobre o posicionamento do Podemos nas próximas eleições para o governo estadual, Max Russi destacou a solidez da relação construída com o grupo de Pivetta. No entanto, o parlamentar fez questão de reforçar que a palavra final dependerá de uma construção coletiva dentro da própria sigla e da definição do desenho da chapa majoritária.
“A tendência é o Pivetta. Até por causa do alinhamento que a gente vem trabalhando ao longo dos anos. Nós temos sete anos trabalhando nesse alinhamento. É uma definição de todos os atores políticos e agentes públicos que fazem parte do Podemos. Eles que vão escolher e decidir qual caminho nós vamos traçar”, afirmou Max Russi.
Apesar de desenhar o favoritismo por Pivetta, o presidente da ALMT adotou uma postura cautelosa e pragmática típica do período que antecede as definições oficiais. Segundo ele, o martelo só será batido após o partido avaliar o projeto programático para Mato Grosso e os nomes que vão compor os espaços de vice e senado na coligação.
“Esse fechamento vai acontecer quando tiver uma convenção. A gente precisa saber como será composta a chapa, quem vai fazer parte e qual é a ideia do próximo governo para, aí sim, amarrar o fio do bigode e trabalhar”, ponderou o líder do Podemos.

