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Leia: Anvisa aprova Inluriyo®; novo medicamento oral para câncer de mama
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21 de outubro de 2026 20:00

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OpiniãoMT > Blog > Saúde > Anvisa aprova Inluriyo®; novo medicamento oral para câncer de mama
Saúde

Anvisa aprova Inluriyo®; novo medicamento oral para câncer de mama

Anvisa autoriza o uso do Inluriyo® para pacientes com câncer de mama avançado com mutação genética específica.

Redação OPMT
Publicado em: 23 de junho de 2026
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5 Minutos de Leitura
Anvisa aprova Inluriyo®; novo medicamento oral para câncer de mama
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a aprovação do Inluriyo®, medicamento destinado ao tratamento de pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático. A autorização contempla casos da doença que já receberam terapia endócrina anteriormente e que apresentam características moleculares específicas associadas à progressão tumoral.

O novo registro representa mais uma alternativa terapêutica para um dos tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres brasileiras, ampliando as opções disponíveis para o controle da enfermidade em estágios avançados.

Inluriyo® recebe autorização da Anvisa

A aprovação foi publicada oficialmente pela Anvisa nesta semana. O medicamento tem como princípio ativo o tosilato de inlunestranto e foi desenvolvido pela empresa Eli Lilly do Brasil Ltda.

Segundo informações divulgadas pela agência reguladora, o tratamento é administrado por via oral e deve ser utilizado como monoterapia, ou seja, sem a necessidade de combinação com outros medicamentos específicos para a mesma finalidade.

A indicação contempla pacientes adultas com câncer de mama que não pode mais ser removido cirurgicamente ou que já apresentou disseminação para outras regiões do organismo.

Perfil do câncer de mama indicado para o tratamento

A autorização do Inluriyo® é direcionada a pacientes que apresentam um conjunto específico de características biológicas identificadas por exames laboratoriais.

Tumores com receptor hormonal positivo

De acordo com a Anvisa, o medicamento é indicado para tumores classificados como positivos para receptor de estrogênio (ER+). Esse tipo de câncer utiliza o hormônio estrogênio como estímulo para seu crescimento e multiplicação celular.

Em muitos casos, o tratamento hormonal é uma das principais estratégias terapêuticas utilizadas para controlar a evolução da doença.

Ausência da proteína HER2

Outro critério estabelecido para a utilização do medicamento é a ausência da superexpressão do receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano, conhecido como HER2. Dessa forma, o tratamento é direcionado aos casos classificados como HER2 negativos (HER2-).

Essa característica influencia diretamente na escolha da terapia mais adequada para cada paciente, uma vez que existem medicamentos específicos voltados para tumores HER2 positivos.

Presença de mutação ESR1

Além das características anteriores, as pacientes elegíveis ao tratamento devem apresentar mutação no gene ESR1, alteração genética relacionada ao receptor de estrogênio.

Especialistas apontam que essa mutação pode estar associada à resistência a determinados tratamentos hormonais utilizados anteriormente, tornando necessária a adoção de novas estratégias terapêuticas para o controle da doença.

Câncer de mama continua sendo o mais frequente entre mulheres

A Anvisa destacou que o câncer de mama permanece como a neoplasia maligna mais incidente na população feminina. A doença representa um importante desafio para a saúde pública devido à sua elevada frequência e ao impacto sobre a qualidade de vida das pacientes.

O diagnóstico precoce continua sendo considerado uma das principais ferramentas para aumentar as chances de sucesso do tratamento e reduzir os índices de mortalidade associados à enfermidade.

Dados epidemiológicos mostram que milhares de mulheres recebem o diagnóstico da doença todos os anos em todo o território nacional, reforçando a importância de políticas de prevenção, rastreamento e acesso a tratamentos inovadores.

Dados do Inca mostram alta incidência da doença

Levantamento do Instituto Nacional de Câncer (Inca) revela que, entre os anos de 2023 e 2025, o Brasil registrou aproximadamente 73.610 novos casos de câncer de mama.

O número corresponde a cerca de 30,1% de todos os diagnósticos de câncer identificados entre mulheres no país durante o período analisado. Os dados reforçam a relevância da busca contínua por terapias mais eficazes e direcionadas aos diferentes perfis da doença.

Com o avanço da medicina de precisão, tratamentos como o Inluriyo® passam a oferecer alternativas voltadas para alterações genéticas específicas, permitindo abordagens mais personalizadas conforme as características de cada tumor.

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