*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em entrevista ao programa Resumo do Dia, Wellington Fagundes (PL) revelou que tem mantido conversas frequentes com o também senador Jayme Campos (União Brasil) para a construção de um eventual acordo eleitoral entre as duas forças políticas.
Segundo Fagundes, o diálogo estabelece uma estratégia de apoio mútuo baseada no desempenho de cada um nas pesquisas e no desenrolar do pleito.
“Conversamos, sim, muitas vezes [sobre um acordo]. Nos damos muito bem. O Jayme é pretenso candidato. Agora, a gente sempre conversou é que quem estiver na frente, pode ser no primeiro turno ou no segundo, dessa possibilidade de apoiar o outro”, explicou o pré-candidato do PL.
A aproximação de Wellington Fagundes com o clã Campos, no entanto, caminha na contramão do discurso adotado pelas principais lideranças do PL na Baixada Cuiabana. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, são conhecidos por adotarem uma postura historicamente crítica e combativa à atuação política da família Campos na região metropolitana.
Ciente do desconforto que a aliança pode causar dentro de sua própria sigla, Wellington fez questão de defender a trajetória dele e a relação de longa data com Jayme, separando a convivência institucional das disputas municipais.
“Eu comecei a minha vida, primeiro mandato, junto com ele, sempre trabalhei junto. Então, não posso negar os meus amigos de trabalho. E eu tenho cada parlamentar, cada político como um amigo de trabalho, mesmo sendo de outro partido”, justificou o senador liberal.
CENÁRIO NO UNIÃO BRASIL
Do outro lado da mesa, Jayme Campos mantém firme sua postura de pré-candidato ao Governo, mas enfrenta um cenário de dificuldades internas dentro do União Brasil. Isso ocorre porque o ex-governador Mauro Mendes (União) já fechou questão em torno da defesa da candidatura à reeleição do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A palavra final do União Brasil só deve ser consolidada durante as convenções partidárias, permitidas pela Justiça Eleitoral entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, período em que os partidos selarão oficialmente as coligações e candidaturas.

