*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O clima político na disputa pela sucessão estadual esquentou na última quarta-feira, dia 10 de junho. O ex-governador Mauro Mendes (União) saiu em ferrenha defesa das obras do Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, e disparou duras críticas contra o senador e pré-candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL). Mendes classificou como uma “estupidez” a promessa feita pelo liberal de que, se eleito, paralisaria as obras do complexo para redirecionar os recursos para a habitação popular.
Mendes não poupou palavras ao rebater a postura do senador, trazendo o debate para o campo do uso do dinheiro público e do histórico político de Fagundes.
“Esse senador já viajou o mundo todo com o seu dinheiro, mas não quer que você e sua família possam ter acesso a se divertir em um parque público. É revoltante ver um político de Mato Grosso, com mais de 30 anos de mandato como deputado federal e senador, falar uma estupidez tão grande”, afirmou o ex-governador.
Elevando o tom da resposta, Mendes sugeriu que o pré-candidato do PL está desconectado da realidade e ironizou os posicionamentos recentes dele.
“Senador Wellington, acho que o senhor está tomando remédio vencido. Poucos dias atrás, eu vi o senhor dizendo que era um perigo declarar as facções criminosas como terroristas. O senhor está fazendo um esforço enorme para parecer um candidato de direita e vem com um discurso alinhado à esquerda e ao presidente Lula. Os políticos idiotas, talvez por inveja, incompetência ou desprezo pelo povo, criticam e falam bobagem”, disparou.
Ao defender o legado da obra do Parque Novo Mato Grosso, que já recebeu mais de meio milhão de pessoas em eventos e está com mais de 70% de suas estruturas concluídas, restando a finalização da Vila das Nações e daquela que promete ser a maior roda-gigante da América Latina, Mendes comparou o potencial do espaço com o de obras do passado cravadas por escândalos.
“Não dá nem para comparar a quantidade de eventos e o público que teremos no Parque com os que vão à Arena [Pantanal]. Será que você nunca criticou nada daquele período em que a corrupção dominava o Estado de Mato Grosso? Mas, Wellington, eu fico tranquilo, pois espero que Deus ilumine a nossa população para que, nestas eleições, políticos com esse pensamento, de parar obras e ser contra declarar facções como terroristas, não sejam eleitos”, enfatizou.
Sobre a justificativa de Wellington Fagundes de que priorizaria a construção de moradias populares com o dinheiro do parque, Mauro Mendes usou os dados da gestão dele, e atualmente liderada por Otaviano Pivetta (Republicanos), para demonstrar que é possível investir em habitação sem a necessidade de paralisar as entregas em andamento.
“Quanto a fazer casas populares, Wellington, o nosso governo contratou, por meio do programa Ser Família Habitação, 40 mil casas. O Pivetta já estabeleceu uma nova meta: 60 mil. E não vamos precisar parar nenhuma obra iniciada. É só saber administrar e cuidar bem do dinheiro público”, concluiu o ex-governador.
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