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Leia: Em depoimento, pai confessa que esganou filha de 12 anos até jorrar sangue; VEJA VÍDEO
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9 de junho de 2026 12:53

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OpiniãoMT > Blog > Violência contra a Mulher > Em depoimento, pai confessa que esganou filha de 12 anos até jorrar sangue; VEJA VÍDEO
Violência contra a Mulher

Em depoimento, pai confessa que esganou filha de 12 anos até jorrar sangue; VEJA VÍDEO

última atualização: 9 de junho de 2026 10:59
Jornalista Mauad
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6 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Novos detalhes sobre o assassinato da adolescente de 12 anos, ocorrido no último domingo, dia 7 de junho, no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande, vieram à tona após o depoimento do próprio pai da vítima, Claudinei da Silva, de 42 anos. Preso em flagrante por feminicídio, ele confessou à Polícia Civil a brutalidade das agressões que tiraram a vida da filha.

Foto: Reprodução

De acordo com o delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o acusado admitiu que usou as próprias mãos para asfixiar a menina após uma discussão motivada por mensagens dela e de um outro menino em uma rede social.

“Ele fala que, em certo momento, esganou ela mesmo, enforcou. Nisso rompe os vasos sanguíneos do nariz. Ele falou que começou a espirrar muito sangue e, na sequência, ele evade da residência, começa a fugir das pessoas”, revelou o delegado sobre o depoimento do assassino confesso.

DISCUSSÃO APÓS FESTA DE FAMÍLIA

Antes do crime, pai e filha haviam ido a uma festa na casa do avô da menina, pai do suspeito, onde Claudinei consumiu bebidas alcoólicas. Ao retornarem para a residência, o homem pegou o celular da adolescente para revistar as redes sociais.

“Ele informou que pegou o celular dela para ver as conversas no Instagram. Nessa conversa, ela, que é uma menina de 12 anos, o que é algo natural, estava conversando com um menino. Ele não gostou, foi corrigir ela e começaram a discutir”, detalhou Nilson Farias. A discussão evoluiu para o espancamento e a esganadura fatal.

POLÍCIA INVESTIGA POSSÍVEL ABUSO SEXUAL: “CONDUTA FORA DO NORMAL”

Diante da extrema violência e da justificativa fútil apresentada pelo pai, o delegado Nilson Farias tomou a decisão técnica de solicitar um exame de conjunção carnal no corpo da vítima para apurar se a menor vinha sofrendo violência sexual dentro de casa. O delegado destacou que o comportamento do agressor destoa completamente de uma reação familiar padrão.

“Pedi o exame de conjunção carnal exatamente porque entendi que é muito esquisito para um pai. Porque eu tenho filha também, acho que muitos aqui têm. Se você sabe que sua filha está se relacionando com alguém, você não vai querer matar ela. Às vezes, vai aconselhar. Então, achei realmente uma conduta fora do normal. As pessoas que convivem com ele são bem firmes em falar que é bem difícil ter ocorrido isso, que não era o perfil dele. Mas, de toda forma, o trabalho da Polícia Judiciária Civil é esclarecer a verdade e trabalhar com dados técnicos”, explicou Farias.

A delegada Jéssica Cristina de Assis, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis 24 Horas de Várzea Grande, também alertou sobre o perfil dissimulado de criminosos que praticam violência doméstica e abusos contra vulneráveis no ambiente familiar.

“Quem sofre violência doméstica, uma criança que é abusada dentro de casa, é tudo muito escamoteado, é tudo muito escondido. Esse tipo de agressor sabe fingir muito bem perante a sociedade. Ele usa uma máscara e, dentro de casa, a realidade é outra”, ponderou a delegada.

Nos próximos dias, a Polícia Civil vai periciar oficialmente o aparelho celular da adolescente. O objetivo dos peritos é extrair e analisar na íntegra as mensagens que o pai alega terem motivado a fúria e o crime.

RELEMBRE O CASO

O crime aconteceu no fim da tarde de domingo, dia 7 de junho. A mãe da menor foi até a casa de Claudinei, por volta das 18 horas, para buscar a filha. Após insistir muito no portão, o suspeito saiu e mentiu, afirmando que a menina estava brincando na casa de uma vizinha. Logo em seguida, ele saiu correndo e fugiu do local.

Desconfiada do comportamento, a mãe entrou no imóvel e encontrou a filha caídas no chão de um dos quartos, desacordada, ferida e ensanguentada. A mãe, com a ajuda de uma amiga, levou a criança às pressas para a UPA do bairro Verdão, em Cuiabá, mas a equipe médica confirmou que ela já deu entrada na unidade sem vida.

Enquanto a DHPP e a Politec isolavam a cena do crime, Claudinei da Silva acabou se entregando na Delegacia da Mulher 24h de Várzea Grande, de onde foi transferido para a sede da DHPP.

O flagrante por feminicídio foi formalizado e a polícia representou pela conversão em prisão preventiva para garantir que o acusado permaneça detido durante toda a instrução processual.

VEJA VÍDEO

https://opiniaomt.com.br/wp-content/uploads/2026/06/VIDEO-DELEGADO.mp4

Vídeo: Reporter MT

 

 

 

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